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Sábado com Desventuras em Série #5: Inferno no Colégio Interno - Lemony Snicket

Título: Inferno no Colégio Interno
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Carlos Sussekind
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1
ISBN: 9788535902747
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 2002
Páginas: 200
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Avaliação: 



RESENHA


Mais uma vez o conde Olaf conseguiu fazer da vida dos órfãos Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny um inferno e o sr. Poe teve que levar as crianças para um novo lar. Dessa vez, eles acabam indo parar na Escola Preparatória Prufrock. Uma escola interna para crianças comandada pelo vice-diretor Nero, um homem rude que acha que sabe tocar violino e que por isso todos devem escutá-lo em um concerto de horas. Mas esse não é o grande problema das crianças, já que elas logo conhecem a rabugenta Carmelita Spats (que vai servir de pau mandado para o vilão) e felizmente os trigêminos Quagmaire (Isadora e Duncan, o terceiro infelizmente morreu num incêndio) que vão ser os amigos dos órfãos nos momentos difíceis no colégio.
Como os órfãos não têm responsáveis, eles são obrigados a viver em um barraco cheio de fungos e caranguejos raivosos e são obrigados a comer com as mãos. Uma situação humilhante e desumana. As aulas são bem sem nexo, e como no colégio não há turmas para a idade de Sunny, ela terá que se tornar a secretária do vice-diretor, grampeando loucamente as papeladas.

Tudo caminha conforme o ritmo do colégio e o computador foi configurado para impedir a entrada do conde Olaf na escola. Mas o que já parecia ruim começa a piorar quando o professor de educação física é substituído pelo malvado instrutor Genghis com seu turbante que esconde as sobrancelhas e um sapato de corrida caríssimo que cobre o seu tornozelo. É ele que será o verdadeiro carrasco na vida dos órfãos. Eles logo terão que descobrir os planos do temível cond Olaf. Mas antes disso haverá muita D.O.R (Disciplina para Órfãos Rápidos).

Inferno no Colégio Interno é o quinto livro de Desventuras em Série, e até então, o livro mais distinto da formula que o autor vinha repetindo dos anteriores. Isso porque os órfãos são levados a um colégio interno, e não a um tutor que é membro da família. Aqui, eles vão pela primeira vez em toda a série ter aulas (embora sejam aulas bem nada a ver, com assuntos um tanto quanto inúteis) e a pequena Sunny irá trabalhar como secretária (coisa que ela não tem capacidade e nem idade para exercer a função). 

Além desses infortúnios, os irmãos (felizmente) vão conhecer o verdadeiro significado da palavra amizade com os trigêminos. Isadora que quer ser poeta e Dunca que sonha em ser jornalista vão ser de suma importância na vida dos três irmãos. Eles também passaram por um problema similar, já que também perderam os pais em um incêndio que devastou a casa deles.
Ao longo desse romance, mais mistérios vão surgindo e pequenos detalhes são quase revelados. Os trigêmeos descobrem algo acerca do incêndio que levou à morte dos pais Baudelaire (sugerem que não foi acidentalmente) e que talvez o conde Olaf esteja envolvido nisso. Mas não temos tanta certeza, já que não é dito explicitamente. Uma sigla misteriosa (C.S.C) também aparece.

Sobre a relação de Beatriz com Lemony Snicket, descobrindo que foi algo mais como uma paixão platônica e que ela se envolveu com outra pessoa. Esses foram detalhes soltos bem sutilmente pelo narrador.

O quinto livro da série foi uma leitura muito interessante, principalmente por nos surpreender com pequenos mistérios (nos atiçando mais a curiosidade) e pela história envolvente que Lemony Sniket nos oferece. Estou muio ansioso em ler o sexto livro e descobrir o que tanto é oculto do leitor. 

E você, o que achou de Inferno no Colégio Interno?

Até logo
Pedro Silva

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Resenha #248: A Tradutora - Cristovão Tezza

Título: A tradutora
Autor: Cristovão Tezza
Editora: Record
Edição: 1
ISBN:9788501078889
Gênero: Romance brasileiro
Ano: 2016
Páginas: 205
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RESENHA


A personagem Beatriz já apareceu em outros contos e obras de Cristovão Tezza, e agora ganha protagonismo em “A tradutora”. A personagem é uma tradutora de 30 e poucos anos, que acaba de receber a encomenda de um editor paulista, para traduzir para o português um livro do fictício escritor Felip T. Xaveste, um filosofo catalão, com inclinação conservadora. Enquanto lida com a tradução difícil, mas que pode marcar positivamente sua carreira, Beatriz tem que lidar com os problemas da sua vida pessoal.
Beatriz tem poucos amigos, é divorciada (fato que ela evita comentar), está em uma situação financeira critica, e um namoro conturbado, ela então, mergulha na tradução, como uma forma de escapar da realidade. Porém os pensamentos de Xaveste (que acompanhamos por trechos da tradução), sempre parecem remeter a Donetti, escritor de meia idade, com quem mantém um relacionamento de dependência emocional. 
“Preciso trabalhar, mas ele não quer que eu trabalhe; preciso de liberdade, mas ele não me quer ver livre; preciso de dinheiro, e ele finge desprezá-lo; preciso de clareza, e ele gosta de turbar o mundo; gosto de luz, e ele ama o escuro — eu respiro, ele conspira, como disse o poeta”. Pág. 14
A rotina da personagem começa a mudar, quando ela é contratada como intérprete para Erik Höwes, executivo alemão da FIFA, em visita a Curitiba para os preparativos para a Copa do Mundo no Brasil. Durante três dias, Beatriz acompanha o estrangeiro por pontos turísticos de Curitiba, nas obras inacabadas da Copa, e até mesmo em um terreiro de umbanda, a pedido do alemão. Andando pela cidade em que nasceu, ao lado de um estrangeiro, Beatriz começa enxergar a cidade, e sua própria vida com outros olhos.

“A tradutora” é narrado em terceira pessoa, combinando trechos da tradução de Xaveste, bem como pensamentos e lembranças de Beatriz, diálogos imaginados, outros nem tanto. Não possui uma ordem cronológica linear, mas é esse modo de narrar que marca o diferencial do livro, deixando evidente a densidade psicológica da personagem. 
“Eu não agüento mais o teu ciúme psicopata mal reprimido que você deixa escapar até pela mínima entonação de voz, como alguém que quer dominar simultaneamente tudo e todos e principalmente a mim.” Pág.41
O livro traz a tona lembranças de um abuso que a personagem sofreu pelo qual se sente culpada; o contexto social do Brasil durante a Copa do Mundo em 2014; discute o relacionamento baseado em dependência, etc. Beatriz sempre com de ironia e de desdém para com si mesma, tenta traduzir a si mesma, uma personagem incapaz de não se sentir empatia. 
“A liberdade: a gente sente quando ela falta, não de fora pra dentro, mas de dentro pra fora — isto é, eu mesma me escravizo.” Pág. 55



Até mais,
Elidiane Galdino


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Resenha #247: Uma Noite Na Praia - Elena Ferrante

Título: Uma Noite Na Praia
Autor: Elena Ferrante
Ilustração: Mara Cerri
Tradução: Marcello Lino
Editora: Intrínseca
Edição: 1
ISBN: 978-85-510-0036-6
Gênero: Ficção / Infantil
Ano: 2016
Páginas: 40
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RESENHA


Uma Noite Na Praia é a única obra infantil da autora Elena Ferrante e surgiu do universo criado em A Filha Perdida. Aqui, vamos conhecer a boneca Celina, que adora brincar com sua dona Mati, uma menininha de cinco anos. Elas vão à praia todo fim de semana e passam o dia brincando juntas. Mas tudo muda quando o pai da menina traz de presente um gato batizado de Minu e a pequena Mati deixa Celina de lado para brincar com o novo bichano. Abandonada, Celina acaba esquecida na praia e terá que enfrentar o temível Salva-Vidas Malvado da Noite e o Grande Garfo. 
Aparentemente a história da boneca Celina tem tudo para ser fofinha se olharmos a capa da obra e seu título, no entanto, ao adentrarmos em sua narrativa, aos poucos, a obra vai ganhando um tom mais sombrio que destoa um pouco dos costumeiros livros dedicados à crianças, de certa forma ele causa até sustos, tendo em vista o que acontece na praia logo que as pessoas vão embora. É como se uma segunda paia que ninguém conhece, exceto os seres inanimados e alguns humanos (como o Salva-vidas), surgisse, mais assombrosa e cheia de mistérios que causam arrepios.
Aqui, Elena Ferrante aposta do poder das palavras e no valor que elas têm, afinal, em si, Celina tem guardadas as palavras que sua dona lhe ensinou e que valem um bom dinheiro caso caiam nas mãos das pessoas erradas. Outro detalhe apontado é a questão do pré-julgamento aqueles que achamos ser algo e no fim, se revelam ótimos sujeitos que por puro preconceito, ignorávamos.
Uma obra curtinha, mas que tem sua grande originalidade, além do mais, o livro está ricamente ilustrado com figuras de Mara Cerri. A boneca não recebe um imagem muito atrativa, mas em A Filha Perdida, Leda não a descreve com tanta beleza mesmo. Vale à pena a leitura, mesmo que você seja um adulto.

Até logo,
Pedro Silva



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Resenha #246 : A Filha Perdida - Elena Ferrante

Título: A Filha Perdida
Autor: Elena Ferrante
Tradução: Marcello Lino
Editora: Intrínseca
Edição: 1
ISBN: 978-85-510-0032-8
Gênero: Ficção italiana
Ano: 2016
Páginas: 176
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RESENHA


A Filha Perdida é o primeiro romance que a Editora Intrínseca publica da tão renomada autora Elena Ferrante, cuja sua verdadeira identidade ninguém sabe. A obra, publicada originalmente em 2006, é o terceiro romance da autora, que fez bastante sucesso com sua série Napolitana (composta pelos livros A Amiga Genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e quem fica e o quarto volume que está previsto para ser publicado pela Biblioteca Azul em 2017).
Em A Filha Perdida vamos conhecer Leda, um mulher beirando os cinquenta anos de idade e que resolve passar o veraneio em uma região praiana no sul da Itália. Ela é professora universitária de literatura inglesa e possui duas filhas já criadas que decidem morar no Canadá com o pai (o qual é separado de Leda). Sem responsabilidades, ela enxerga nessas férias uma oportunidade de renovar os ares, coisa que ela não fazia há um longo tempo por andar tão ocupada.

Já no primeiro dia em que vai à praia, ela começa a observar uma jovem mãe (Nina) e sua filha (Elena), juntamente com os demais membros da grande família agitada em que Nina está inserida. Leda fica fissurada na imagem das duas e começa a levantar pré-julgamentos acerca da mãe que brinca com a filha na companhia de uma boneca feia. É um cumplicidade que ao mesmo tempo causa uma repulsa e uma certa inveja em Leda daquelas dois seres.
"As coisas mais dificeis de falar são as que nós mesmo não conseguimos entender." - Pág. 6
Mas a medida em que as visitas a praia vão acontecendo, Leda se envolve com Nina e sua filha, de forma inesperada e nessa mesma linha, começa a nos revelar fatos de seu passado, pequenas lembranças de sua própria família (lembrando a de Nina) como também memórias da criação das filhas e é a partir desse instante que vamos adentrando no assunto que Elena Ferrante toca em seu romance: a maternidade nada romantizada. 

Vamos percebendo como foi duro para Leda abrir mão de tudo o que ela tinha para se doar às filhas e o quão a gestação pode ser perturbadora para uma mulher, porque diferente do homem, é ela quem tem uma toda transforação para gerar aquele pequeno ser. Sabemos bem que não é tão simples quanto parece. Os seios crescem, o corpo incha, a barriga estica, a mulher fica impossibilitada de realizar as suas atividades normais, e mesmo depois de expelir a criança (como Leda diz), ainda há todo o processo de cuidar, dar carinho e educar aquela criança à sua maneira, embora venha outros querendo quebrar a sua forma de educá-las. 
Leda fala das complicações que é ser mãe e se identifica muito com Nina (sendo Nina ela mesma, ou até mesmo uma filha que Leda nunca teve), talvez seja por isso que ela se aproxima da jovem, afim de evitar que aconteça o mesmo que um dia aconteceu com ela e suas duas filhas. Para abrir os olhos de Nina, que por ser tão jovem, não saiba das consequências de suas ação e também, para que a própria Leda não volte para casa com a cabeça mais pesada.
"Que bobagem pensar que é possível falar de si mesmo aos filhos antes que eles tenham pelo menos cinquenta anos. Querer ser vista por eles como uma pessoa e não como uma função." - Pág. 98
Elena Ferrante escreveu uma obra pequena e de escrita simples, mas rica em significados. Com uma prosa direta e envolvente narrado em primeira pessoa, A Filha Perdida é uma obra para adentrar no universo Ferrante.

Até logo,
Pedro Silva.

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Sábado com Desventuras em Série #4: Serraria Baixo-Astral - Lemony Snicket

Título: Serraria Baixo-Astral
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Carlos Sussekind
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1 (17° reimpressão)
ISBN: 9788535902105
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 176
Páginas: 2002
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RESENHA


Um mês de projeto e chegamos finalmente ao quarto livro da série Desventuras em Série, a partir de agora estamos aptos a assistirmos ao seriado tendo lido as obras que serviram de base para a primeira temporada. Serraria Baixo-Astral foi lançado em abril de 2000, sob o o título original de The Miserable Mill (algo como O moinho miserável).
Dessa vez, apos os acontecimentos de O Lago das Sanguessugas, os Baudelaire, Violet, Klaus e Sunny viajam de trem até a cidade de Paltryville, para o novo lar juntamente com o sr. Poe, até metade do caminho da Serraria Alto-Astral, comanda pelo novo tutor das crianças, o Senhor (seu nome é tão difícil que em nenhum momento do livro é mencionado) em parceria com o adorável e bobo Charles. Em troca da moradia, as crianças terão que realizar um trabalho duro na serraria, mexendo com madeira e maquinas perigosíssimas a troco de que o Senhor mantenha longe o temível e conde Olaf. 

Ao chegar na Serraria Alto-Astral, as crianças conhecem o otimista Phil, um dos trabalhadores explorados na serraria em troca de cupons de desconto, além do exigente Ccapataz flacutono, um homem que parece ter em si a maldade e nenhuma pena dos trabalhadores. Mas antes de chegarem a serraria, Violet, Klaus e Sanny avistam um prédio num formato de olho, muito semelhante ao tatuado na perna do conde Olaf, e um arrepio toma conta das três crianças. Logo descobrem que ali é o consultório da oftalmologista Georgina Orwell (e sua secretaria Shirley), que escreveu o livro "Ciência ocular avançada", um dos três únicos livros da biblioteca da cidade. Ao longo dos acontecimentos, eles terão que a todo instante se certificarem de que o conde Olaf realmente está por perto. 

Serraria Baixo-Astral, sem dúvidas, é um dos melhores livros lido até então, por mais que siga uma linha em que as crianças chegam em um novo lar, dão de cara com as dificuldades e logo o conde Olaf aparece para infernizar, nesse quarto livro, o enredo toma já um caminho distinto e a todo instante ficamos desconfiados por não sabermos onde o conde se escondeu dessa vez. O pior é que a principio, acabamos desconfiando de pessoas que não têm nada a ver com o malvado. No entanto, quando ele aparece, é impossível não ter certeza de que realmente é o próprio.

Aqui são denunciados tanto o trabalho infantil, que as crianças fazem arduamente e sem nenhum meio para tal, quanto o trabalho escravo de adultos, que são explorados pelos seus patrões a troco de um "falso salário" , afinal, é impossível comprar algo com cupons de desconto, quando não se tem dinheiro para cobrir a quantia que resta da conta. Fora isso, ainda temos a negligência em relação à alimentação e recursos que os trabalhadores não recebem corretamente.
Em relação ao andar da obra, esse livro não revela tanto dos mistérios ocultos quanto esperamos. Foi fácil descobrir a ligação muito aparente do nome da Dra. Orwell com o escritor George Orwell do 1984, onde o Estado queria controlar o povo. Os nomes Charles e Phil são também os nomes de dois membros da Família Real Britânica e Flacutono é um anagrama para Cond Olaf. 

No geral, foi uma leitura muito divertida e ligeira, que no final deixou o sentimento singelo de que tudo ficou bem. No entanto, sabemos que o destino das crianças no quinto volume não parece ser nada promissor. Só lendo para sabermos.

E você Sortudo, o que achou do quarto livro?

Até logo,
Pedro Silva!

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Resenha #244: Vai que é sua, Marieta - Alessandra Tapias Morales

Título: Vai que é sua, Marieta

Autor: Alessandra Tapias Morales
Editora: Independente
Edição: 1
ISBN: B01D22JMHO
Gênero: Literatura Brasileira / Conto
Ano: 2016
Páginas: 41
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Resenha



"Vai que é sua, Marieta" é um dos primeiros trabalhos literários publicados de Alessandra Tapias, criadora do blog Tô Pensando em Ler. Aqui, ela vai nos contar a história da pequena grande Marieta, uma vendedora de flores que mora numa cidadezinha da qual está havendo uma espécie de concurso cultural onde o ganhador ganhará uma viagem para os Estados Unidos com tudo pago. 
Porém, Marieta não pensa em sair de sua casinha e nem deixar suas flores, portanto, ela acaba só aceitando a inscrição por insistência de suas vizinhas. No fim, Marieta acaba ganhando a passagem e tendo, nessa viagem, suas perspectivas e projeções tanto expandidas quanto alteradas.

A partir de então, Marieta passará por diversas situações, de aventura, e aparentemente confusas por serem novas e, para ela, inusitadas... coisas simples, como por exemplo, o ato de realizar check-in e check-out.

"Vai que é sua, Marieta" é uma história que encanta por sua simplicidade e acredito que isso foi uma das características que a autora se propôs a exaltar tanto na obra quanto em sua personagem. Marieta é uma moça simples, de bom coração que se encanta fácil por qualquer coisa e sendo ela a vencedora do concurso, acabamos notando o quão maior é essa questão, pois acaba explorando o lado daqueles que, apesar da felicidade em ter a vida que levam, não sabem da imensidão que é esse mundo. Essa falta de noção do espaço é apenas compreendida quando subitamente temos nossos olhos abertos por alguma circunstância, e no caso dessa moça, foi o sorteio que a ajudou a ver o mundo de uma forma diferente, porém, sem perder a sua essência.

Um conto de leitura rápida e que tem tudo para agradar qualquer leitor. Recomendo muito para quem procura uma leitura despretensiosa e leve em uma tarde agradável.

Até logo,
Pedro Silva!

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Resenha #243: O Violão Azul - John Banville

Título:  O Violão Azul
Autor: John Banville
Tradução: Cássio de Arantes Leite
Editora: Biblioteca Azul
Edição: 1
ISBN: 9788525059086
Gênero: Romance Irlandês
Ano: 2016
Páginas: 272
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RESENHA



"O Violão Azul", é o mais recente romance publicado no Brasil do irlandês John Banville, que ora e outra vive cotado a prêmio Nobel. Em 2005, seu outro romance chamado "O Mar", também publicado pela Biblioteca Azul,ganhou o Man Booker Prize.
Assim como em "Moby Dick", onde o narrador pede "Chamem-me de Ishmael", em "O Violão Azul", John Banville repete a mesma introdução com o dissimulado pintor Oliver Otway Orme: "Pode me chamar de Autólico". Ele sempre viveu uma vida regrada a seus vicio: o primeiro deles é a arte de roubar (ou gatunagem, como ele próprio diz) e o segundo, se apaixonar (além da pintura que está intrínseca em seu viver). Ele não rouba para o lucro, mas sim para alimentar um prazer que tem nesses momentos de emoção. São pequenas coisas como alfinete e estatuetas. Lembra muito a cleptomania.

Tudo passar a mudar quando ele, sem querer, uni as duas coisa ao se apaixonar pela jovem Polly, esposa, de seu melhor amigo, Marcus. Os pequenos delitos que ele cometia pensadamente a ponto de não deixar rastros pode ser desmascarado por esse deslize e com medo do que poderá acontecer, Oliver foge de sua esposa, Glória, do amigo traído e da amante em busca de refugio na casa onde passou boa parte de sua vida. Lá, ele escava memórias da família, perdido em si mesmo a espera de que alguém o resgate dele mesmo.

Não há uma história maior no livro, mas a bela prosa do Banville tem um tom envolvente que nos deixa imerso em sua história. A narrativa, em primeira pessoa, é um tanto desarrumada no sentido de não ser tão linear, já que há muito do passador de Oliver a ser contado por ele mesmo e através do foco nesse personagem, o autor consegue transmitir toda a complexidade construída. 

O narrador nos revela ser um narcisista obcecado nada confiável e é ele mesmo o ponto central da obra, ele quem vai discorrer sobre amor, paternidade, amizade, casamento e traição. Fora isso, a trama não é o mais importante. O foco mesmo é a escrita, estrutura e narrativa, que torna um livro de auto-afirmação de um autor extremamente talentoso com as palavras e a arte de descrever. 
A sensação que "O Violão Azul" passa é de esperança, com toda as recordações; nos lembramos mas não estamos presos no passado e, de uma forma ou outra, temos que continuar vivendo.

Eu recomendo muito para quem gosta de ser capturado pelo estilo da prosa, com uma trama simples que avança lentamente e com frases que ficamos repetindo várias vezes pela sua sonoridade. Uma leitura agradável que proporciona uma excelente visão da temerosa mente humana.

Até logo,
Pedro Silva



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Resenha #242: A História do Brasil Para Quem Tem Pressa - Marcos Costa


Título: A História do Brasil Para Quem Tem Pressa
Autor: Marcos Costa
Editora: Valentina
Edição: 1 
ISBN: 9788558890144
Gênero: Não-ficção / história
Ano: 2016
Páginas: 200
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Resenha


Você é daqueles que achavam/acham as aulas de história chatas e sem graça? Ou simplesmente não compreende o que o professor tem a passar? Seus problemas acabaram, chegou diretamente da Editora Valentina o livro A História do Brasil Para Quem Tem Pressa, uma excelente obra para quem deseja adquirir ou rever conhecimentos de uma forma bem resumida e prática. Mas se você ama história, o livro também vale muito à pena.

No livro, como o título bem sugere, o autor e historiador Marcos Costa nos relata em pouco menos de 200 páginas a história do Brasil desde antes de seu "descobrimento" com chegada dos portugueses, em meados de 1500, num país que já era habitado por tribos indígenas. Assim, vamos acompanhando, por capítulos curtinhos de no máximo três páginas o desenvolvimento de um país marcado pela exploração de seu povo e principalmente de seus inúmeros recursos naturais.

Passamos a entender o que nos trouxe até onde estamos. Os motivos para sermos um país tão racista é levantado em dados momentos e leva a explicar porque  fomos a última nação a abolir o trabalho escravo. O que foram os milagres econômicos? Como aconteceu o golpe de 64? E a construção de Brasilia, por que se deu? Essas e outras perguntas são respondidas por Marcos Costa.

O livro é dividido em quatro partes: Os antecedentes (1453-1534); Período colonial (1534-1822); Período monárquico (1822-1889) e Período Republicano (1889-2015) que nos dão um panorama sucinto e bem enxuto da história do Brasil. Com isso, saliento, não é um livro que vai explicar detalhadamente os fatos, mas sim explicá-los rapidamente afim de nos deixar cientes do que aconteceu. Ele serve como uma porta de entrada para estudar o país e para um maior aprofundamento é recomendado seguir lendo outros texto. Aliás, as referencias bibliográficas dessa obra pode ser um ponto de partida.
Se você gosta de história, mas sem a parte chata, esse é um ótimo livro, assim também, para quem quer saber um pouco mais sobre nosso desenvolvimento. Para quem precisa estudar para provas, pode ser um ótimo roteiro de estudos. 

A edição está bonita e cheia de ilustrações. Com folhas são brancas e fonte em bom tamanho para proporcionar um leitura.

Até logo,
Pedro Silva

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Sábado com Desventuras em Série #3: O Lago das Sanguessugas - Lemony Snicket

TítuloO Lago das Sanguessugas
Autor: Lemony Snicket
Ilustração: Brett Helquist
Tradução: Carlos Sussekind
Editora: Seguinte (Companhia das Letras)
Edição: 1 (20° reimpressão)
ISBN9788535901719
Gênero: Ficção / Aventura / Juvenil
Ano: 2001
Páginas: 192
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Resenha



Chegamos então ao terceiro livro de "Desventuras em Série", publicado originalmente em 2000. Esses três primeiros livros deram origem ao filme de 2004, no qual Kim Carrey levou o óscar de melhor maquiagem.
Depois de ter escapado de um casamento planejado forçosamente em "Mau começo" e de correr das mãos do conde Olaf em "A Sala dos Répteis", Violet, Klaus e Sunny ficaram mais uma vez à deriva e tiveram que se mudar. A obra começa com eles sentados no Cais de Dâmocles à beira do Lago Lacrimoso. Sua nova tutora será a tia Josephine, uma mulher bem tímida e que possui medo de absolutamente tudo. Para ela, qualquer coisa pode gerar uma catástrofe. Além dessas características, ela adora gramática, tanto é que em sua casa há uma biblioteca só com livros do gênero. Seu esposo, Belo, faleceu quando tentou atravessar o lago e foi comigo pelas perigosas sanguessugas do lago Lagrimoso.

A casa da tia Josephine se estabelece no cume de uma montanha à beira do lago, sustentada por estacas que não parecem muito eficazes. Com a anunciação do Furacão Hermano, morar naquele lugar parece extremamente perigoso, embora não seja esse o motivo das preocupações das crianças quando se deparam com o capitão Sham, uma figura familiar. Ele bolará um plano para tomar a tutela das crianças, ameaçando a vida da Tia Josephine e todos os que estão em sua volta. Caberá, mais uma vez as crianças achar um formula para desmascarar capitão Sham e mostrar aos adultos que as aparências enganam.
Em "O Lago das Sanguessugas", as crianças reforçam as suas inteligências, cada qual a sua maneira. Violet inventando coisas e Klaus usando seu pensamento e todo o seu conhecimento adquirido pelos livros que devorou. Mas quem realmente ganha destaque nesse momento é a pequena Sunny, que é a grande responsável por trazer a tona o pequeno detalhe que mudaria o rumo dessa história, e esse momento foi bem aliviador e divertido. 

Tia Josephine foi uma personagem da qual nutrimos um sentimento ambíguo, ao mesmo tempo em que sentimos empatia, acabamos por não gostar de suas atitudes egoístas. Mas a coitada devia ter algum trauma maior para justificar os seus medos. Além do mais, seu vicio em se preocupar mais com os erros gramaticais das crianças a deixou negligenciar sua própria vida. Ela não era uma tutora responsável, assim como o Sr. Poe e é sisso o que dá raiva.

O narrador continua soltando detalhes próprios, de pessoas que ele conhece, locais onde esteve e visitou, o que reforça a ideia de um narrador-personagem.
Esse foi um bom livro da série, que me despertou vários sentimentos de raiva, felicidade e empatia. No final, o conde Olaf acabou soltando uma pequena frase que abriu o debate acerca das reais causas do incêndio que matou os pais Baudelaire. Será que não foi acidental?

E você, o que achou desse terceiro livro?

Até logo
Pedro Silva

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Resenha #240: A Diversidade em Perigo - Pascal Picq

Título: A Diversidade em Perigo
Autor: Pascal Picq
Editora: Valentina
Tradutoção: Maria Alice Araripe de Sampaio Doria
Edição: 1
ISBN: 8558890250
Gênero: Antropologia / Humanidade / Não-ficção
Ano: 2016
Páginas: 272
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RESENHA


Em “A Diversidade em Perigo”, o antropólogo Pascal estabelece um paralelo entra a viagem da evolução, do famoso naturalista Charles Darwin, à viagem de Levia Strauss para a Amazônia um século depois. O autor argumenta que através do progresso da destruição da diversidade, a tendência é que a capacidade de adaptação do ser humano seja também destruída como consequência. Isso em termos culturais, econômicos e etc. 
Em sua pesquisa, o autor expande a questão da extinção das espécies, não só aquelas em que vemos na mídia (que estão em perigo), mas também as pequenas e que quase não damos conta do problema que o desaparecimento delas causará no planeta, como animais domésticos e selvagens, plantas e a diversidade cultural e do homem. É como uma especie de efeito dominó, onde um ato termina por levar a outros acontecimentos a curto, médio e longo prazo; isso é co-evolução, espécies que evoluirão em função de outras e vice-versa e que por isso, são dependentes.

É muito simples, nós em nossa cultura, acharmos que outras não são tão importantes, porém, também devemos olhar para a diversidade etno-linguísticos. A destruição destas regiões causa o desaparecimento desses povos e com elas as suas línguas, culturas e conhecimento e tem muitas questões ainda não respondidas que dependem do estudo dessas culturas pouco conhecidas.
A "Diversidade em Perigo" é um livro bem documentado sobre a história do homem e da redução da diversidade. Além do mais, para quem não conhece a vida de Darwin e Strauss, o autor traça um belo panorama da vida dessas duas pessoas afim de situar seu leitor as questões abordadas ao longo de sua pesquisa.
Eu achei muito interessante ler essa obra. O autor sabe se expressar cientificamente, mas faz com que o seja de fácil entendimento, tornando assim esse conhecimento acessível a uma maior camada de pessoas. As reflexões são bem pertinentes e ao mesmo tempo tristes por constatar os desgastes que o ser humano faz na biodiversidade e da nossa realidade atual. Estamos, realmente, nos sabotando a troco de nada que justifique. A biodiversidade é a condição necessária para a nossa sobrevivência e o homem é o culpado de sua autodestruição.

Até logo,
Pedro Silva

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Resenha #239: Meia-noite e Vinte - Daniel Galera

Título: Meia-Noite e Vinte
Autor: Daniel Galera
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1
ISBN: 9788535927979
Gênero: Romance brasileiro
Ano: 2016
Páginas: 208
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RESENHA


O lançamento Meia-noite e Vinte, de Daniel Galera, publicado pela companhia das Letras pode ser uma boa porta de entrada para conhecer a obra de um promissor escritor brasileiro contemporâneo.
Na obra vamos acompanhar amigos que no final dos anos 1990 faziam o maior sucesso com uma espécie de fanzine cultural online chamado Orangotango. Duas décadas após essa fase, todos seguiram carreiras e caminhos distintos. A trágica e supérflua morte do escrito Andrei, em meio a uma confusão causada por greves de ônibus e atos de protestos similares aos de 2013 que aconteceram no Brasil, os reúne mais uma vez, só que agora no funeral do amigo. Memórias estarão presentes na conversa em aos problemas vindouros com a chegada das responsabilidades da vida adulta.

Aurora, bióloga, vive a maior batalha em sua vida acadêmica e tem que enfrentar um professor que a reprovou em sua pesquisa para saber do relógio natural que a cana-de-açúcar possui. Antero, casado e com um filho pequeno, é o que teve carreira mais promissora com formação em publicidade, no entanto, seu casamento não leva o mesmo caminho. Já Emiliano é um jornalista freelance e o que recebe a difícil tarefa de escrever a biografia do seu amigo e escritor de sucesso. Difícil por relação conturbada com ele e porque Andrei vivia recluso e longe dos holofotes, embora tivesse uma gama enorme de leitores.

Em meio ao desenrolar da história, vemos que Daniel Galera é um narrador que possui a habilidade de construir personagens de personalidades fortes e com descrições tão pormenorizadas que  fica suscetível à dúvidas a verdadeira existência dessas pessoas. É realmente de sentir que elas existem.
O tema forte tocado pelo autor é certamente a revolução que a internet causou na vida dos quatro amigos. De um pequeno hobbie eles conseguiram sucesso e prestígio popular e constantemente comentam como sentem falta daquela época.

Assuntos pertinentes como aborto, os protestos, a fragilidade da vida, preço que estamos dando à ela, assim como o que queremos de nossas vidas. Às vezes pensamos tanto em dizer algo à uma pessoa, ficamos com receio, medo, ou sabe lá o quê, e quando vemos o momento passou e o que devia ser dito se perde no esquecimento.

Esses são alguns dos assuntos tocados ao longo de Meia-noite e Vinte em uma narrativa intercalada por três vozes: Emiliano, Antero e Aurora, sem em nenhum momento deixar o leitor perdido. Vale muito conferir!

Até logo,
Pedro Silva

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Resenha #238: Novembro, 9 - Colleen Hoover



Título: Novembro, 9
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Tradução: Ryta Vinagre
Edição: 1
ISBN: 9788501076250
Gênero: Romance Estrangeiro / Jovem Adulto
Ano: 2016
Páginas: 352
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Avaliação: 



RESENHA


Como uma fanática por livros de romance, principalmente os da Collen Hoover (que sabe mesclar o romance, drama, surpresa, muito bem), eu tenho a maioria de seus livros únicos e posso dizer que Novembro 9 virou meu favorito da autora. A Collen sabe fazer a pessoa acreditar que nos piores momentos pode surgir alguém que te faça se sentir melhor, especial e única, ela consegue nos convencer que o destino existe; que cada pessoa está destinada a outra, por mais que tenha obstáculos, no fim elas ficam juntas e Novembro 9 não podia ser mais diferente.
No dia nove de novembro, após dois anos do incêndio que mudou sua vida, sua aparência e acabou com seu sonho de ser atriz, Fallon vai se encontrar com o culpado disto, seu pai, que a esqueceu quando o incêndio começou. A distancia entre pai e filha é bem perceptível, desde que o pai sempre foi ausente da vida da filha até mesmo depois do acidente. Sem prolongar o encontro que Fallon está fadada, ela diz que vai se mudar para Nova York naquele mesmo dia, para conseguir novas oportunidades. O pai como sempre começa a criticar o novo estilo de vida que a filha quer, além de contar que vai se casar e ser pai.

Em outra mesa, Ben, um inspirante a escritor, escuta tudo e de uma maneira impulsiva tenta ajudar Fallon a se sobressair com as criticas do pai, fingindo ser seu namorado. Após o encontro com o pai da Fallon, os dois passam o dia juntos, como falsos namorados, e tentando se conhecer. Pela primeira vez Fallon se sente confortável com suas cicatrizes, pois Ben a fez perceber que estas cicatrizes são quem ela é e isso a torna mais bonita. Quando chega a hora de Fallon ir para o aeroporto, ela e Ben decidem se encontrar todo ano, na mesma data, nove de novembro, e no mesmo local, até ambos terem 23 anos. Pois segundo a mãe de Fallon, nenhuma mulher deve se apaixonar antes dos 23 anos, pois seus companheiros(as) podem mudar quem você é, transformando em algo que você nunca seria.

Durante 5 anos, dos seus 18 anos até seus 23 anos, Fallon e Ben se encontram no dia nove de novembro, contando como mudaram, o que fizeram, no que amadureceram, no que superaram. E a cada ano temos surpresas, superações, decepções, tristeza e alegria.

Este foi um ponto positivo da história, eu sou apaixonada por histórias onde há reencontro depois de muito tempo sem se ver, me faz crer que o destino desenha para que aquelas pessoas fiquem juntas no final de tudo. Outro ponto positivo foi que a Collen não escondeu o fato que os protagonistas estavam quebrados quando se conheceram até mesmo nos cinco anos que se reencontravam mas que a amizade e o amor que um tem pelo outro colocava uma parte de quem eles eram individualmente. Além da escrita ser fluída, rápida de ler mas que consegue deixar uma esfera de mistério dentro da trama.

O único ponto negativo, pelo menos para mim, foi o mistério do desfecho do livro. Foi muito novela das nove, isto é, muito romantizada, idealizada, exagerada. Mas isso não tira a beleza e o ensinamento que o livro quer passar. Desde das dores, os medos, as inseguranças da Fallon até os objetivos, os segredos, e a capacidade de querer ajudar todos do Ben. É um livro bonito e recomendo para todos.