Nos siga no Instagram! TOP 5: coisas para se fazer em um dia de tédio Desventuras em Série #1: Mau Começo - Lemony Snicket Resenha #229: Era dos Extremos - Eric J. Hobsbawm
3

Resenha #124: As Quatro Portas do Tesouro: Em Busca do Amuleto de Aloni - E. Samuel


TítuloEm Busca do Amuleto de Aloni
Série: As Quatro Portas do Tesouro - Livro #1
Autora: E. Samuel
Edição: Independente
ISBN: 9781496044013
Páginas: 235
Ano: 2014
Adicione



Avaliação Pessoal:



RESENHA


Em Busca do Amuleto de Aloni é o primeiro livro da série As Quatro Portas do Tesouro, publicado pela autora independente E. Samuel.


A narrativa é sobre as aventuras vividas por três amigos, Daniel, Júlio Marcelo, na busca pela descoberta dos mistérios que envolvem a chamada Mata do Anatema, um lugar cercado de histórias e lendas que chama a atenção dos garotos.

Daniel, um garoto vindo de uma metrópole, trazido a uma pequena cidade, na tentativa de seus pais de mantê-lo longe de confusões, encontra no novo lar Júlio e Marcelo, que vem a se tornar seus companheiros na aventura narrada.

As histórias e mistérios acerca da Mata do Anatema são vistas por alguns como simples lendas, mas por outros,  e como mais tarde é descoberto pelos garotos, o misticismo e magia do lugar é bem real, e a vida de quem adentra nela jamais volta a ser a mesma do que fora um dia.
"Daniel olhou novamente para a floresta. Parecia que ela brotava no meio do nada, destoando de todo o resto da vegetação ao seu redor. Ele se virou e viu o olhar apreensivo dos amigos. Sorriu ao perceber que ali havia algum mistério, algo não estava certo. Sentiu os pelos dos braços se eriçarem."
Em uma teia de acontecimentos eletrizantes vindos da descoberta de um mundo completamente novo, a autora prende o leitor na história, que, apesar de direcionada ao público infanto-juvenil, tem completude para agradar a todas as idades.



2

Resenha #123: Reencontro - Leila Kruger

Título: Reencontro
Autora: Leila Kruger
ISBN: 9788576795339
Editora: Novo Século
Gênero: Romance
Ano: 2011
Páginas: 494
Adicione


Avaliação Pessoal:





RESENHA


O livro primeiro da gaúcha Leila Kruger publicado pela Editora Novo Século foi o grande responsável por me deixar três noites seguidas sem dormir. Apesar da premissa ser bem comum, a autora tem uma fórmula incrível de prender o leitor durante cada segundo e tirar nossa respiração diversas por vezes.


A história narrada é sobre a vida de Ana Luiza, se é que podemos chamar de vida. A jovem de 22 anos é cheia de todos os problemas que se pode imaginar. Seu pai é ausente, a mãe é fútil e só liga para aparências, seu primeiro namorado traiu ela com a sua melhor amiga e o segundo também a abandonou. Com a confiança abalada e a autoestima mais baixa que se pode imaginar, Ana Luiza acabou se rendendo à uma vida cheia de vícios. Além de fumar duas carteiras e meia de cigarro por dia, ela ainda bebe bastante e é viciada em algumas drogas como maconha e cocaína. Com uma vida bastante perturbada, a jovem cursa odontologia e é na Faculdade que encontra alguns amigos como Nana e o misterioso novato Rafa.

Com uma vida tão complicada, e que só parece complicar a cada dia, Ana começa a se afundar ainda mais em seus vícios, enquanto tenta desesperadamente fugir de Rafa, que apesar de ser novato na turma, parece conhecê-la melhor do que ninguém. Aos pedaços, ela tenta se reconstruir aos poucos e se reencontrar, depois que a vida fez ela se perder tantas vezes.
"-Há tempo de lutar, e tempo de viver em paz. Acho que, agora, é tempo de lutar."
Cheio de pensamentos misteriosos e complexos sobre os tempos da vida e como devemos lidar com nossos problemas, Reencontro traz uma narrativa fácil, porém envolvente. Em diversas partes é fácil nos ver como Ana, é claro que todos nós já passamos por momentos da vida que pareciam não ter fim, onde precisamos de uma força incrível para superar tudo que estava acontecendo e é justamente essa força que Ana Luiza busca no desenrolar da história.


Todos os personagens do livro são bem trabalhados e, apesar do foco estar voltado para Ana, ainda é possível conhecer bem os outros personagens. Impossível não se apaixonar por Tia Ella, pelos melhores amigos de Ana e até por ela mesma.

Como a própria autora descreve, o livro trata de uma história de amor, fé e superação, e nos cativa bastante, fazendo com que a gente reflita sobre nossa vida e a maneira como lidamos com ela.

A diagramação do livro é muito fofa, a capa é bem simples, mas bastante expressiva. As folhas são brancas e a fonte tem um tamanho ideal para deixar a leitura confortável. Além disso, uma coisa que adorei no livro foi o fato dos capítulos começarem com citações de escritores, músicas, poemas etc, deixando o ar do livro bem mais interessante.



1

News #17: Novidades do mercado literário!

Livros de contos organizado por Stephanie Perkins.


Foi divulgada a capa de mais uma coletânea de contos editada por Stephanie Perkins. Para quem não lembra, no natal passado, a editora Intrínseca publicou o livro O Presente do Meu Grande Amor (Resenha) editado pela mesma autora reunindo contos natalinos. Desta vez, o novo livro reunirá 12 contos de autores diferentes que são queridinhos do publico adolescente, mas com temática de verão. Ainda não sabemos se a Intrínseca irá publicá-lo, mas é propenso. Confira a lista dos autores e suas obras mais famosas:

  • Leigh Bardugo - Trilogia Grisha (Ed. Gutembrg);
  • Francesca Lia Block - presente no livro de contos Beijos Infernais (Galera Record);
  • Libba Bray - Belezas Perigosas (Rocco) e Os Videntes (Ed. iD)
  • Cassandra Clara - Os Instrumentos Mortais
2

Resenha #122: Obsidiana - Jenniffer L. Armentrout

Título: Obsidiana
Saga Lux, livro #1
Autora: Jenniffer L. Armentrout
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859790
Gênero: Romance
Ano: 2015
Páginas: 320
Tradutor: Camila Pohlmann
Adicione



Avaliação Pessoal:




RESENHA


Com uma leitura fácil e YA, Jenniffer L. Armentrout nos apresenta a personagem Katy, dona de um blog de resenhas literárias, loucas por livros, que se mudou da Florida para West Virginia. Está cidade no meio do nada que não tem nada, nem uma conexão de internet adequada. Há, vale lembrar que não existe carteiros. Para pegar suas encomendas, as pessoas tendem que andar até a central de entregas que fica do outro lado da cidade.

E porque Katy foi parar em “West Virginia”? Sua mãe é medica e se dedica cem por cento do seu dia a profissão. Katy passa os dias inteiros sozinha, trancada em casa. Seu pai morreu recentemente para um câncer, o que torna Katy uma garota forte e independente.

Mas como se não bastasse todos os problemas da cidade, sua mãe, a obrigada respirar um pouco de puro longe de sua estante de livros e do seu notebook. Com isso, obrigatoriamente Katy tem que conhecer seus mais novos vizinhos. 

Katy conhece Daemon Black, seu incrivelmente lindo e sedutor vizinho que não parece ser nem um pouco adolescente. O que mais chama atenção da garota, são esses incríveis olhos verdes que ela nunca viu em mais ninguém antes. 

E assim começa a vida de Katy nessa cidadezinha não tão mais antiquada. Porém, como se tudo estivesse perfeito, Daemon abre a boca e todo o encanto ou quase, some.

Daemon Black, sofre de intensas mudanças de humor, que as vezes me tiraram do sério. Ele é definitivamente um personagem sexy, apaixonante e um grande pé no saco. O que torna tudo bem melhor, vamos ser sinceras. Sua irmã, se torna a melhor amiga da vizinha, Katy. E isso para ele foi a gota d’agua. Pessoas como eles não podem ter amigos como “ela”. Esqueci de dizer. Pessoas de outro mundo. Não falando a respeito da beleza e dos incríveis olhos verdes. Daemon, sua irmã e seus trio de amigos absurdamente lindos. São literalmente de outro mundo. São Lux. Alienígenas que em sua forma original são feitos de luz.


E porque eles estão em nossa terra e principalmente em West Virginia? Só há uma forma de saber, e Katy vai se empenhar em descobrir. O que vai acarretar algumas consequências. Talvez um romance esteja em uma delas.

Não vou contar mais nada sobre o livro, porque seria suspeita de spoiler. O que posso dizer sobre ele então? Obsidiana é uma das series de maior sucesso fora do pais, da autora J-Lynn (Jenniffer L. Armentrout). Para os íntimos. 

E não é de se admirar que a Editora Valentina tenha atendido os fãs da série e da autora.

Como primeiro volume, ele não é tão impressionante como as continuações, e chega a ser em algumas partes, bem infantil. E vou admitir que também se assemelha a Crepúsculo. Porém engana-se quem pensa, que Kat, Daemon e companhia não evoluem de acordo com a história. Kat desde o início é uma garota forte e independente. Daemon, por incrível que parece, ele se tornou um dos personagens mais amados fora do pais, e eu tenho esperança que aqui também vai ser.

Como de costume, J-Lynn digamos que tortura sua personagem de uma forma angustiante para no final ela se torna cada vez mais forte. Então, se você vai ser este livro, o que eu recomendo de todo o meu coração porque está autora é a minha preferida e por motivos que eu passaria uma década para explicar. Entenda que, você vai sofrer muitas vezes pela personagem.
Pode parecer infantil e bem clichê no início, mas não “julgue um livro pela capa” e que bela capa.

Gravação do Trailer Book





2

Resenha #121: Grey - E. L. James

Lido em: Novembro de 2015
Título: Grey
Autora: E. L. James
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577730
Gênero: Romance
Ano: 2015
Páginas: 524
Adicione: 

 Avaliação Pessoal:






Resenha:


Grey é o quarto livro da série Cinquenta Tons de Cinza, escrito pela E L James e publicado pela Intrínseca. Nele temos toda a história de Cinquenta tons de Cinza contada através do ponto de vista do Christian. Temos nesse livro os pensamentos mais sombrios do sado mais querido do mundo, e tudo que ele sentiu desde o momento que Anastásia entrou em sua sala até a ultima página do livro.
Eu quero muito dela: sua confiança, sua obediência, sua submissão. Eu quero que ela seja minha, mas agora… Eu sou dela.
Para quem gostou dos cinquenta tons, Grey nada mais é do que um livro para saciar a saudade dos personagens. Para quem não gostou, essa é apenas mais uma maneira de se irritar com Christian. No primeiro livro é normal você não gostar do personagem, pois ele passa o tempo INTEIRO pensando que quer bater nela, então você se assusta um pouco com o personagem. Pausa para um quote assustador do mesmo {se você for menor de idade, e não estiver acostumado com palavras de baixo calão, pule esse quote. obrigada}:
Vem a minha mente uma imagem dela algemada no meu banco, um gengibre descascado enfiado no cu para ela não poder tensionar a bunda.

0

Resenha #120: História do Futuro - Míriam Leitão

Lido em: Novembro de 2015
Título: História do Futuro
Autor: Míriam Leitão
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577853
Gênero:
Ano: 2015
Páginas: 496
Adicione


Avaliação Pessoal:



Resenha:


Míriam Leitão é uma das jornalistas brasileiras mais conhecidas. Mesmo vítima da ditadura militar, ela não baixou a cabeça e no jornalismo buscou sempre caminhar para a transparências das coisas. Em 2012, ela foi consagrada com o Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Melhor Livro de Não Ficção com o livro Saga Brasileira (Ed. Record) e, após publicar Tempos Extremos (sua primeira ficção) ano passado pela Editora Intrínseca, ela volta em 2015 com História do Futuro, mais um ficção que não deixa de ser tão grandioso quanto os seus livros anteriores.

História do Futuro é fruto de quatro anos de entrevista e pesquisa árdua nos campos da economia, politica, saúde, demografia, natureza entre outros, tudo isso para ter uma visão futurística do horizonte brasileiro impulsionando o olhar para além do presente mostrando como estaremos daqui para lá e quais os caminhos que devemos traçar para alcançar a marca de um país melhor e mais justo.

0

Resenha #119: Para Onde Vai o Amor? - Fabrício Carpinejar


Lido em: Agosto de 2015
Título: Para onde vai o amor?
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil

Gênero: Crônicas brasileiras
Ano: 2015
Páginas: 176


Adicione esse livro ao Skoob

Avaliação:




Resenha



No mais novo livro do autor gaúcho Fabrício Carpinejar, temos reunidos crônicas sobre o amor, fossa, casamento, saudade, e a diversidade de emoções e sentimentos que envolvem os relacionamentos.
“O amor não é uma propriedade de quem sente, é uma transferência total para quem é amado.”
Os textos, em sua maioria falam sobre desilusões amorosas e separações, por isso “Crônicas de fossa”, mas não é necessário estar sofrendo de amor para se identificar com o livro. Em muitas passagens o autor fala sobre reconciliações, os pequenos detalhes do amor e da pessoa amada, a beleza do amor.
“Até que vi você em minha frente. Até que abracei você. Até que seu perfume voltou a se misturar à minha barba. Até que sua boca se aproximou do meu pescoço, macia e fria, como a gola de uma camisa recém estreando.”


Embora o narrador-personagem das crônicas seja sempre o mesmo, o livro não é repetitivo ou enfadonho, os textos não possuem mais que uma ou duas páginas, e a leitura é rápida. Podendo ser lido em uma sentada só. Mas sugiro que o leia aos poucos, sem presa. Degustando cada palavra, e sentimento do autor.
“Mas não adianta procurar o beijo que você ama em outra mulher. O gosto do beijo não é o gosto da boca. O gosto do beijo é o gosto do amor."

Gostei bastante do livro, é leve e simples. E não importa qual a suas historias de amor, você com certeza vai se identificar com alguma das crônicas. Assim como algumas me fizeram suspirar, ou pareciam escritas para mim.
E por fim, fica a pergunta: “Para onde vai o amor depois do amor? Me fale, por favor. As lágrimas, quando secam, permanecem eternamente na pele? Não sei. Mas meu rosto está cada vez mais salgado.”






1

Resenha #118: A Linha Azul - Ingrid Betancourt

Lido em: Novembro de 2015
Título: A Linha Azul
Subtitulo: Um Romance
Autora: Ingrid Betancourt
Editora: Alfaguara
ISBN: 9788579624261
Ano: 2015
Páginas: 280
Tradução: Julia da Rosa Simões
Adicione



Avaliação Pessoal:






RESENHA


A Linha Azul, publicado pela Alfaguara Brasil em setembro de 2015, da escritora colombiana Ingrid Betancourt, se passa em dois tempos. Primeiro na Argentina da década de 1970, tratando aqui o período da ditadura militar através de dois personagens que se envolvem num relacionamento amoroso e no combate ao regime militar juntamente com a organização política chamada de Montoneros e num momento presente (meados de 2006).


Julia é a personagem feminina que toma grande parte da obra. Aos cinco anos de idade ela descobre, por meio de sua avó Nona Fina, que havia nascido com um dom que é passado de geração para geração do qual, como uma espécie de terceiro olho, recebia visões dos acontecimentos futuros. É através disso que ela consegue salvar sua irmã de se afogar no mar. Em sua adolescência, aos 15 anos, ela conhece Theo D'uccello, um rapaz de esquerda, universitário que lia de tudo e tinha uma opinião formada sobre qualquer assunto, apresentando seu pensamento de forma convincente mesmo quando não tinha domínio sobre o que falava. É através do irmão de Theo, Gabriel (cinco anos mais velho) que eles se envolvem em questões politicas e, já casada e grávida, Julia e os demais são sequestrados, separados e cruelmente torturados pelos militares. Tempos depois eles conseguem fugir, mas Julia terá de passar anos em busca do seu esposo refugiada na França.

Logo no primeiro capítulo, somos apresentados à uma visão que Julia presencia: ela enxerga uma moça asiática se arrumando antes de sair de um quarto de hotel. Mas Julia não faz ideia de quem é a moça e nem quem está na cama olhando a jovem sair. Ao reencontrar o esposo, Julia tem a chance de reconstruir o que a ditadura desuniu, correndo o risco de, como um vaso quebrado, nunca mais ser o mesmo.


Primoroso é a palavra que uso para definir a obra que Ingrid Betancourt escreveu. Ela usa a experiência de vida política para escrever uma história que envolve conflitos femininos, casamento, amor e o período de ditadura militar na Argentina, além disso, coloca um pouco de realismo mágico para a trama que trazem uma sensibilidade ímpar, apesar de não ser algo muito de outro mundo e nem tão pouco exagerado, fica sendo apenas um detalhe para a grandiosidade da obra que por seu cenário histórico bem contextualizado enche a mente do leito com informações verdadeiras em meio a sua ficção. A narrativa é em terceira pessoa, dando foco a Julia, embora passe momentos descrevendo outros personagens.

Um leitura de fácil entendimento e rápida e sem ser muito enrolada, a autora consegue ser bem enxuta na escolha das palavras. Por ser um livro de vai-e-vem, onde a autora brinca com o tempo, boa parte da trama a gente toma conhecimento já nos primeiros capítulos, mas o que nos deixa sedento por mais é saber como realmente culminou naquilo.


É um ótimo livro para quem deseja conhecer esse período do golpe de estado que levou Jorge Videla ao poder na Argentina e como se passa em dois tempos, é explorado as consequências de uma ditadura militar: milhares de pessoas que até hoje morreram em locais de torturas e que nunca tiveram ou suas identidades reveladas ou os corpos encontrados; famílias desestruturadas; mães com filhos roubados logo ao colocá-los no mundo; vítimas que até hoje sofrem e temem andar na rua com medo de passar por algo semelhante novamente.

Sobre a diagramação, muitos reclamaram sobre a Alfaguara ter mudado o projeto padrão de capa que eles tinham, mas confesso que sou indiferente à isso. Gostei da fonte de tamanho super agradável, a cor em tom de azul que eles usaram é linda e só tenho a reclamar do material usado na capa, que apesar da estética bonita, não é tão resistente. A ilustração da capa seria da personagem Julia, e é de uma artista chamada Anita Rundless que faz desenhos lindos e delicados.

Até logo!

4

Resenha #117: A Espada do Verão - Rick Riordan

Lido em: Outubro de 2015
Título
A Espada do Verão
SérieMagnus Chase e os Deuses de Asgard #1
AutorRick Riordan
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577952
Ano: 2015
Páginas: 448
Tradutor: Regiane Winarski
Adicione

Avaliação Pessoal:

 




Oi pessoinhas do De Cara Nas Letras! Estou invadindo o espaço de vocês novamente para trazer uma resenha fresquinha de mais um lançamento incrível da Editora Intrínseca. Espero que gostem! Agradecer aos meninos pelo espaço ☺

Resenha



Divertido, contagiante e extremamente engraçado, Magnus Chase e os Deuses de Asgard chega marcando sua presença no mercado editorial como mais uma série gostosa e imperdível que você, fã de mitologia, precisa conhecer. Repleto de figuras representativas, personagens cômicos e complexos, Riordan vai conquistar o leitor novamente, seja pela repetição em um tema que o autor mostra dominar, seja para o leitor iniciante que conheceu agora sua bela e leve escrita.

Magnus sempre teve uma vida agitada, ou pelo menos de dois anos para cá. Criado boa parte da infância e da adolescência pela mãe, quando um acidente acaba matando-a, Magnus se nega a ir para a casa de seu tio, Randolph, a quem sua mãe aconselhou sempre manter distancia. Ao invés disto, o garoto se aventura a morar nas ruas de Boston, vagando com seus amigos sem teto Heart e Blitz. Desde então, o menino jamais espera o melhor. E ele realmente não vem!

Quando Magnus achou que a única loucura em sua vida era sonhar com os lobos que ele julga ter atacado sua mãe no dia em que ela morreu, inesperadamente ele se vê frente a todo um mundo novo. Agora, o garoto de rua a quem ninguém coloca expectativa, pode ser a esperança de salvação dos 9 reinos míticos do temido Ragnarök que se aproxima cada vez mais. A chave para tudo isso pode estar na ascendência divina de Magnus, jogando-o em uma perigosa jornada rumo a terras desconhecidas e inimigos poderosos. Só a famosa arma intitulada como A Espada do Verão pode impedir o fim iminente. Mas o que poderia um mero antigo morador de rua, sem esperanças de dar jeito em sua própria vida, fazer para proteger tantos mundos?


Fórmula para escrever? Sim! Perca de qualidade? Não. O que alguns julgam como batido, eu julgo como relevante. Riordan retorna (ainda falando sobre mitologia!) para explorar uma cultura não muito citada na literatura contemporânea. Tratando sobre mitos nórdicos de uma maneira descontraída e leve, o autor faz o leitor querer pesquisar por mais, entender as referências e se apaixonar completamente pelo enredo central de sua obra. Magnus Chase os Deuses de Asgard não é um livro profundo, assim como os outros livros de Riordan não são, e não vem com lições de vida inigualáveis ou qualidade insuperável. Porém, é uma leitura criativa, engraçada e muito enriquecedora, de maneira que finalizar o livro sem nem ao menos tentar fazer uma pequena pesquisa sobre Asgard e seus deuses, é completamente impossível.

Narrado em terceira pessoa, sobre o ponto de vista de Magnus, a obra tem uma divisão bem clara de três momentos, onde temos a introdução do personagem ao mundo mitológico, sua busca pelo artefato que pode salvar seu mundo e os outros, e por fim a conclusão de todos esses eventos. Marcado com 72 capítulos e um epílogo, A Espada do Verão vem e termina de uma forma que é IMPOSSÍVEL não querer ler o próximo volume. Riordan apresenta uma visão totalmente diferenciada de todos os estereótipos que temos sobre os deuses argadianos. Desde Thor, a referência desta mitologia (devido a Marvel), a Frey, um personagem de grande importante na trama e que se mostra tão meio coadjuvante ao iniciar do livro.

Os personagens foram muito bem trabalhados, impossibilitando atribuir qualquer defeito em sua construção. Muito bem explorados, desde os mais principais aos menos destacados, cada um carrega uma forte influência nos eventos que se sucedem ao final da obra. Magnus é irônico, seco e possui um pessimismo latente, onde a maioria de seus capítulos começa exatamente com declarações desanimadoras, como se seu fim fosse trágico. E um aviso: geralmente é. A elaboração esquemática que Riordan deu desta vez a seu livro foi bem diferente dos anteriores. Estamos acostumados com seus heróis que caem inesperadamente neste mundo de perigos e monstros, e no instante seguinte sabem lutar e se proteger, mesmo improvisando (a la Percy Jackson). Magnus não. Ele pode ser visto como um Leo Valdez 2.0 (Os Heróis do Olimpo), muito mais melhorado e engraçado. Já no começo, ele mostra que não sabe exatamente nada, não sabe como agir frente às loucuras que enfrenta e em grande número das situações, ou se dá mal, ou acaba sendo salvo por um amigo, ou ainda, escapa com a lábia e inteligência, identicamente a outros heróis mitológicos (tipo Odisseu). Mais puxado para um lado anti-herói, Magnus permanece na linha entre vilão e herói, e alguns momentos acaba pendendo mais para um lado do que para o outro. Além, claro, da natureza extremamente humana do próprio personagem. Mesmo vivendo em meio a monstros apavorantes e momentos de quase morte, Magnus permanece sempre temeroso a menção de lobos, seu maior medo. Esse medo torna-se algo inteiramente insignificante frente aos perigos que enfrenta, e mesmo assim ele age como se este fosse o pior obstáculo; o único medo insuperável. Especificamente legal este ponto, pois mostra o quanto a morte e o trauma afetou o personagem, perseguindo-o por toda a história e isto acaba gerando uma apatia por ele muito maior, devido a toda sua vivacidade nas páginas.

Outros personagens que merecem destaque e provavelmente vão te ganhar é Hearth (eu não vou dizer o que ele é :x) que além de surdo (Riordan trabalha essa temática da surdez no livro, o que achei bem legal) é extremamente engraçado (capítulo que ele encontra Thor faz você morrer de rir), e Loki, deus da mitologia, que assim como nos cinemas (no mundo Marvel) rouba as cenas aqui e causa no leitor um misto de agrado e ódio, tudo ao mesmo tempo.


Talvez o que tenha danificado um pouco alguns momentos da trama tenha sido o ar ácido e cômico que Riordan colocou, tornando diversas batalhas meio bobas ou então visivelmente fáceis demais de superar, nem chegando a ser um obstáculo. Mas o autor se supera em suas piadinhas quando tira ironias com suas próprias obras, mencionando personagens de outras séries em seus títulos ou em cenas de graça. Vale ressaltar que já percebemos uma participação bem ativa de Annabeth (personagem de Percy Jackson e prima de Magnus), que eu julguei que ia fazer apenas uma pequena participação e mostrou que talvez não seja algo tão pequeno assim. 

A Espada do Verão é uma leitura divertida. Tem profecia, tem fórmula de escrita e tem comédia, onde um autor tira piadinhas de suas próprias piadinhas. Se não ler para enriquecer um pouco sua visão mitológica nórdica, então ler para garantir boas gargalhadas, porque isto, sem dúvida, você conseguirá. Tendo uma edição muito bonita e uma capa mais bonita ainda, adquira e tenha em mente o quanto vai ser bom, após ler, sempre e sempre poder retornar para mais diversão.