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Resenha #356: O Reino da Fala - Tom Wolfe

Capa do livro O reino da fala
Título: O Reino da Fala
Autor: Tom Wolfe
Tradução: Paulo Reis
Editora: Rocco
Edição: 1
Gênero: ensaio
Ano: 2017
ISBN: 978-85-325-3064-6
Páginas: 192
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Resenha



Tom Wolfe, aos 86 anos, é um dos fundadores do New Journalism americano, movimento jornalístico dos anos 60 e 70 e autor do A Fogueira das Vaidades. É em uma noite de 2016, após clicar em uma página da internet intitulada "O mistério da evolução da linguagem", onde oito evolucionistas de várias áreas (linguistas, biólogos, antropólogos e cientistas da computação), entre eles o renomado  Noam Chomsky,  estavam anunciando a desistência em relação a fala/linguagem, Tom Wolfe resolveu escrever "O Reino da Fala".
Nesta obra, o jornalista analisa como a fala nos torna diferentes dos animais. Para isso o autor parte desde Darwin, 150 anos atrás com a Teoria da Evolução, a Chomsky e  passa pela língua primitiva dos índios Pihanhã, de Rondonia pesquisada por Daniel L. Everett e afirma que tudo o que sabemos sobre a origem das espécies e a linguagem está errado e defende que a fala é responsável por todas as conquistas da humanidade. Já que em uma comparação de força com animais, o ser humano perderia facilmente e a nossa capacidade de articular frases acaba não só  nos dando vantagens sobre os animais e nos diferindo deles como passamos a controlá-los.

"A fala deu à base humana muito mais que a engenhosa ferramenta de comunicação. A fala foi o primeiro artefato, a primeira ocasião em que uma criatura, o homem, pegou elementos da natureza (neste caso sons), transformando-os em algo inteiramente novo e feito pelo homem... cadeias de sons que formavam códigos, códigos esses denominados palavras. Mas a fala não é apenas um artefato primordial. Sem a fala, a besta humana não conseguiria ter criado quaisquer outros artefatos, nem o porrete mais grosseiro, nem a enxada mais simples, nem a roda, nem o foguete."
Apesar de ser um grande diferencial do homem, até hoje ninguém conseguiu explicar a fala. E aqui o autor vem mais para provocar, contestar teses, do que de fato explicar o que é e de onde vem a fala.

Acredito que esse não seja um livro ideal para qualquer tipo de leitor, mas sim para aqueles que possuem algum interesse especifico na área linguística ou evolucionismo, principalmente para se trabalhar no meio acadêmico afim de fomentar alguma  possível tese relacionada ao tema. Apesar disso, a leitura consegue ser divertida e instigante.

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