Olá, pessoal!


Qual foi o último livro de literatura portuguesa que você leu?
Recebi recentemente um e-mail da Lara, responsável pelo marketing da editora Alaúde contendo essa pergunta. Assim que li, pensei nos inúmeros autores portugueses de renome e famosos que há por aí, e achava que seria fácil responder a pergunta. Engano meu. Fiquei pensando por alguns minutos qual foi minha última leitura que se enquadrava na questão e acabei tendo que consultar o velho Skoob para isso. É, faz um bom tempo que não leio um autor português, o último deles foi o clássico Poemas Completos de Alberto Caeiro, do Fernando Pessoa, que aliás gostei bastante.

Mas, para a minha e a nossa alegria, a Tordesilhas está com um lançamento imperdível do escritor português contemporâneo, Jorge Reis-Sá. Trata-se da obra A definição do amor, romance que fala sobre relações familiares, amor, morte e luto.

Confira a sinopse:


Numa pequena cidade portuguesa, Susana sofre um AVC. Os médicos decretam sua morte cerebral ao mesmo tempo que anunciam sua gravidez de doze semanas – causa provável do acidente vascular. Francisco, o marido, começa então o diário do seu luto, que vai de maio a outubro, porque decidem não interromper a gestação. Francisco falará então do que é viver a morte anunciada, com todas as circunstâncias que o levaram até ali e que diariamente tem de enfrentar. Entre cada um dos meses, uma véspera se anuncia. Cada uma delas é composta por uma carta, cujo conjunto percorre trinta anos da vida de pessoas ligadas intimamente ao casal e vai explicar muito do que agora se passa. 

Sobre Jorge Reis-Sá 


Jorge Reis-Sá nasceu em Vila Nova de Famalicão, uma pequena cidade no norte de Portugal, em 1977. Entre 1999 e 2009, fundou e dirigiu aQuasi Edições, e foi diretor editorial da Babel de 2010 a 2013. Sua extensa obra de poesia está reunida no volume Instituto de Antropologia – Todos os poemas (Glaciar, 2013). Publicou também os livros de contos Por ser preciso (Cosmorama, 2004) e Terra (Sextante Editora, 2007), além de volumes de crônicas e dos romances Todos os dias (Record, 2007) e O Dom (Record, 2009).

O que disse a crítica?


"Jorge Reis-Sá consegue, com este livro, tudo aquilo a que se propôs." – António Lobo Antunes

“Vincadamente expressivo, este livro não pode deixar de se implantar na memória de quem o lê.” – Luísa Mellid-Franco, Expresso

“Poucos autores conseguem inventar um mundo tão único e particular como este em que Jorge Reis-Sá nos coloca.” – Carlos Alberto Riccelli

"Depois de "Todos os dias" – comovente romance que tem como protagonista a casa onde soam as diferentes vozes de seus moradores –, o novo livro de Jorge Reis-Sá, "A definição do amor", também é um retrato emocionante, para não dizer tristíssimo, de uma família. Se invariavelmente é um diário de luto, de uma lenta despedida, o diário acompanha também o desenvolvimento do bebê que cresce ali, naquela mesma cama de hospital." – Alice Sant'Anna.

“Toda viagem de Jorge Reis Sá é uma espécie de resgate de uma memória e de uma emoçāo que é de todos nós. Com suas palavras nos transporta para um tempo que carregamos dentro e com ele vamos redescobrir delicadezas perdidas.” – Bruna Lombardi


Me pareceu um livro bem sensível e reflexivo, o que me agrada muito e a capa está um encanto. Não vejo a hora de lê-lo. E você, o que achou?

Até mais,
Pedro Silva