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Caixinha de Correio #16 e #17: Agosto & Setembro

Caixinha do Pedro 



Compras:


A Moça de Copenhague - David Ebershoff:
Como não desejar este livro depois daquele trailer merecedor de Oscar?

Os Cadernos de Malte Laurids Brigge - Rainer Maria Rilke / Os duelistas - Joseph Conrad / Abaixo de Zero - Bret Easton Ellis:
Títulos da L&PM Editores que estavam em promoção, comprei estes que estavam em um ótimo preço, mas ainda estou para lê-los






Trocas:


O Senhor das Moscas - William Golding / O Talentoso Ripley - Patricia Highsmith / Perdas & Ganhos - Lya Luft / Todos os Nomes - José Saramago:
Passei no sebo da cidade para trocar alguns livros que já tinha lido e acabei voltando com estes, foram ótimos títulos encontrados e em bom estado de conservação.

2001: Uma Odisséia No Espaço - Arthur C. Clarke:
Troquei O circo Mecânico com a Tamiris do Pausa Para Um Livro.


Alice - Lewis Carroll / Travessuras da Menina Má - Mario Vargas Llosa
Trocas pelo plus do skoob 


Ganhos:


Psicose - Robert Bloch / Laranja Mecânica - Anthony Burgess:
Ganhados no Top Comentarista do blog Passaporte Literário ♥


A Máquina de Fazer Espanhóis - Valter Hugo Mãe:
Ganhado no instagram @prosapoesia ♥ Louco para conhecer o Hugo Mãe







Atormentada - Jeannine Garsee:
Ganhei da BFF Isa, junto com O Circo Mecânico. 

Starters - Lissa Price / Amaldiçoado - Joe Hill:
Ganhei do Sérgio aqui do blog ♥. Já li Starters e gostei bastante. ^^

Antes de Partir Desta Pra Uma Melhor - Jonathan Tropper:
Ganhado no concurso de poesia de lombada organizada pelo Skoob e a Ed. Arqueiro.



Um Ano de Alfaguara:


Sim, ganhei a promoção que a editora Alfaguara Brasil realizou no facebook, onde o vencedor levaria para casa os lançamentos da editora por um ano. E eu fiquei mega feliz pois amo os títulos que a editora publica.

1° mês:
- Dance Dance Dance - Haruki Murakami
- Um Grão de Trigo - Ngũgĩ wa Thiong'o
- Rosa Candida - Audur Ava Ólafsdóttir
- O Sono Eterno - Raymond Chandler
- Um Beijo de Colombina Adriana Lisboa (RESENHA AQUI)
- Dulce, a abelha - Bartolomeu Campos de Queirós
- Canarinho, cachorrão e a tigela de ração - Sylvia Orthof






2° mês:
Feliz ano velho - Marcelo Rubens Paiva
Ainda Estou Aqui - Marcelo Rubens Paiva
O Amor das Sombras Ronaldo -  Correia de Brito


E isto foi tudo o que chegou por aqui nos últimos meses, e esqueci de alguma coisa, mostro depois.



Caixinha do Sérgio



Parceria:

- Ruína e Ascensão - Leigh Bardugo
Solicitei o último volume dessa trilogia à Editora Gutemberg para terminar minha coleção. Estou muito curioso para saber como será o desfecho dessa maravilhosa viagem literária. Confira resenha dos dois primeiros volumes: Sombra e Ossos e Sol e Tormenta.

- Por que Indiana, João? - Danilo Leonardi
Desde o lançamento desse livro fiquei muito curioso, especialmente porque acompanhava o trabalho do Danilo Leonardi no Cabine Literária. Felizmente, tive a sorte de poder solicitar meu exemplar à Giz Editorial e, em breve, liberarei resenha para vocês!


- O Mundo Imaginário de [        ] - Keri Smith
- Destrua Este Diário em Qualquer Lugar - Keri Smith
Recebi ambos os livros de cortesia da Editora Intrínseca, como parte da divulgação do lançamento dos novos livros da autora no país. Gostei bastante de ambos e já comecei a destruir o diário! Quem quiser acompanhar o processo, nos siga no snapchat: @decaranasletras ;)







Comprados:

- Eu Sou o Número Quatro, A Ascensão dos Nove, O Poder dos Seis - Pittacus Lore
Sempre tive vontade de iniciar essa série, mas nunca tive capital para isso. Aproveitei que uma amiga minha estava vendendo bem baratinho e decidi que seria a vez de tê-los... não resisti, pessoal!

- Extraordinário - R.J. Palacio
Bom, eu já li o livro, e até tenho a outra edição (capa azul), que o Pedro me deu. Mas não resisto a essa edição vermelha com branco, ela é simplesmente linda. Por que não ter as duas, não é?



Ganhados:

- Eu Te Darei o Sol - Jandy Nelson
O David, do blog Olímpico Literário, não tinha muito interesse nesse livro, então me deu o mesmo para que eu resenhasse para ele. Estou muito ansioso para começar essa leitura, já que estou há um bom tempo querendo-o. Espero poder ler ainda esse ano! *-*



Bom, acho que é isso, pessoal! O que acharam das nossas caixinhas? Comenta aí!



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Semana Especial Toda Luz Que Não Podemos Ver: Conhecendo Anthony Doerr


Sobre o autor


Anthony Doerr, nasceu em 1973 na cidade de Cleveland (Ohio), nos Estados Unidos. Se graduou na University School em 1991. Em seguida, ele se formou em história na Bowdoin College, em Brunswick, Maine, no ano de 1995, e ganhou um MFA da Bowling Green State University.

Sua primeira publicação foi uma coleção de contos chamado The Shell Collector (2002), onde muitas das histórias se passam na África e na Nova Zelândia, local em que ele trabalhou e viveu. Doerr também escreveu outro livro de contos chamado Memory Wall (2010). Seu primeiro romance, About Grace, foi lançado em 2004. Doerr, em seguida, escreveu o livro de memórias Four Seasons In Roma, publicado em 2007.

Mas só foi ganhar fama grandiosa ao lançar seu segundo romance, o Toda Luz Que Não Podemos Ver, livro que o levou a finalista do National Book Awards em 2014 e Best-seller do The New York. O livro foi eleito um dos melhores do ano por veículos como The Guardian, Entertainment Weekly e Kirkus Reviews.

Livros do autor ainda sem traduções nacionais.
Em 2007, a revista literária Granta apontou Doerr na sua lista de 21 melhores jovens romancistas americanos. Atualmente Doerr mora em Boise, Idaho, com a esposa e dois filhos.


Confira a resenha premiada.



Até logo!

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Semana Especial Toda Luz Que Não Podemos Ver: Trechos Selecionados

Olá, leitores.

Na semana especial Toda Luz Que Não Podemos Ver, não poderia faltar quotes do prêmio Pulitzer 2015 de ficção. Então, reuni aqui os trechos que mais me causaram efeitos durante a leitura. Frases pequenas, outras grandes, mas que juntas nos dão uma ideia da grandiosidade desta obra. 

Não esqueça de deixar seu comentário, e claro, espero que goste.


Página 7

Página 35
“Abram os olhos”, conclui o homem, “e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre”, e então entra um piano, toca uma música solitária que soa a Werner como um barco dourado viajando por um rio escuro, uma progressão de harmonias que transfigura Zollverein: as casas transformadas em brumas; as minas, preenchidas; asgrandes chaminés, demolidas; um mar ancestral transbordando nas ruas, e o ar fluindo com possibilidades. — Pag.: 56
— Sabe a maior lição da história? A história é aquilo que os vitoriosos determinam. Eis a lição. Seja qual for o vencedor, ele é quem decide a história. Agimos em nosso próprio interesse. Claro que sim. Me dê o nome de uma pessoa ou de um país que não faça isso. O truque é perceber onde estão os seus interesses. — Pag. 89
Pag.: 213

Para Werner, as dúvidas surgem regularmente. Pureza racial, pureza política — Bastian fala com horror de qualquer tipo de corrupção. No entanto, medita Werner na calada da noite, a vida não é uma espécie de corrupção? Uma criança nasce, e o mundo se apossa dela. Arrancando coisas dela, alojando coisas nela. Cada porção de comida, cada partícula de luz entrando no olho — o corpo nunca pode ser puro. Mas é nisso que o comandante insiste, o motivo pelo qual o Reich mede o nariz de cada um deles, avalia a cor dos seus cabelos.  “A entropia de um sistema fechado nunca diminui.”  — Pag.: 280
Pagina 294
A fachada de um prédio majestoso se ergue graciosamente, com suas pilastras e ameias. Alas imponentes assomam nos dois lados, de algum modo com uma aparência ao mesmo tempo leve e pesada. Werner fica impressionado ao perceber exatamente naquele momento como é extraordinariamente frívolo construir prédios esplêndidos, compor música, cantar canções, imprimir livros colossais repletos de pássaros coloridos diante da indiferença sísmica e controladora do mundo — quanta pretensão têm os seres humanos! Por que alguém vai se dar ao luxo de compor uma música se o silêncio e o vento são tão mais amplos? Por que alguém vai acender as luzes se as trevas vão inevitavelmente apagá-las? Se os prisioneiros russos são acorrentados a cercas, em grupos de três ou quatro, enquanto os soldados alemães enfiam granadas destravadas em seus bolsos e fogem? — Pag. 366
— Você é muito corajosa — diz ele.
Ela abaixa o balde.
— Como você se chama?
Ele responde.
— Quando perdi a visão, Werner — continua ela — as pessoas disseram que eu era corajosa. Quando meu pai foi embora, as pessoas disseram que eu era corajosa. Mas não era coragem; eu não tinha escolha. Acordo todos os dias e vivo minha vida. Você não faz a mesma coisa?
— Não vivo minha própria vida há muitos anos. Mas hoje. Talvez hoje eu tenha vivido. — Pag.469

Até Logo!

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Semana Especial Toda Luz Que Não Podemos Ver: Uma carta para Werner Pfennig


(Pode conter spoiler)


Campina Grande, 28 de Outubro de 2015

Querido Werner Pfennig,

     Você nem me conhece, isso é certo e pela data podes notar que escrevo do futuro. Estranho pensar no futuro, não achas? Mas gostaria de informar que nesse exato momento o livro escrito pelo historiador e romancista Anthony Doer está em meu colo. Não sabes, mas é nele que se encontra a sua história, a da sua irmã Jutta, a garota francesa que você salvou e tantas outras que precisavam desse relato. Já o li, mas estou aqui redigindo está carta com o intuito de por para fora os sentimentos que senti ao desvendar os mistérios dessa trama num momento tão árduo e poder te confortar sobre o atual momento.

     A Marie-Laure conseguiu escapar com vida (e graças ao Volkheimer, tomou conhecimento de sua pessoa) e hoje, apesar de tudo, vive uma vida normal e feliz no museu. Pena que não posso falar o mesmo do Frederick, ele ainda carrega traumas. Foi muito duro o que ele passou naquela escola, um menino tão doce nunca deveria passar por tamanha crueldade, mas lembra dos pássaros? Eles foram úteis.
Sua irmã, a Jutta, passou por dificuldades também, só que mesmo sozinha no mundo, ela conseguiu ascensão e hoje, alem de casada e mãe de um menino sapeca, ensina álgebra, não é mesmo algo bom? 

     O que vocês passaram em vida é claro que foi dolorido e deixaram marcas cravadas na alma, mas vejo várias histórias de mudança, de amor no coração e o melhor, superação. O mundo atual continua cheio de problemas, porém, com vocês relembro que ainda há amor nas pessoas e com isso elas podem inibir, ou melhor, eliminar a maldade  do mundo. Não sei onde estás Werner, mas gostaria que soubesse das coisas importantes que teus atos em vida refletiram na continuidade de outras vidas. Te envio está carta como forma de agradecimento por mim, por outros, por todos. Obrigado.

     Abraço forte
Pedro Silva




SORTEIO:


Em parceria com a Editora Intrínseca, sortearemos um exemplar dessa magnífica obra. Se você, leitor, ficou encantado com a premissa e com os pontos que elencamos deste livro, não perca a oportunidade, participe!

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Até Logo!

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Semana Especial Toda Luz Que Não Podemos Ver: Um Romance Inesquecível



Toda Luz Que Não Podemos Ver, do norte-americano Anthony Doerr chegou aqui no Brasil já com um boom, sendo finalista do Prêmio Pulitzer. O livro que já tinha uma premissa incrível, acabou ganhando na categoria de ficção e num piscar de olhos, todos se voltaram para ele.

Não é só porque o livro ganhou o prêmio já mencionado que torna ele inesquecível (claro que ele será lembrado como o que levou a honraria no ano de 2015), mas são outros também os fatores que nos fazem lembrar dele e com isso, elencamos alguns pontos que se destacam no livro. Confira.


1. Personagens humanos


O autor trabalha muito bem com os personagens que até confunde com o real. São explorados não só o lado extraordinário das pessoas, mas sim sua crueldade, seus medos e algo que devia existir em todo ser humano e mutuamente: a empatia. Se colocar no lugar do outro, se sensibilizar e passar a se importar com alguém mais do que nosso próprio umbigo é fundamental e representa o que é ser humano.

2. Segunda Guerra Mundial / Romance Histórico


O livro já começar com folhetos sendo jogados pelos aviões anunciando que as pessoas devem fugir dos bombardeios que estão por vir. Daí já sabemos que o livro será voltado para esse tema e temos uma bela demonstração de que o autor é um conhecedor do assunto, apresentando isso em volta de duas crianças que se desenvolvem vendo o conflito se formar.

3. Importância do rádio nesse período


O rádio era o meio de comunicação mais utilizado na época, por isso ele ganha um destaque que não vemos em outros livros sobre a Segunda Guerra Mundial. Os nazistas criam um projeto de mapear outros rádios que estão a quilogrâmetros do receptor para conseguir capturar muitos rebeldes que são contra os nazistas. É a partir dele que os personagens se unem e conseguem evitar uma tragedia maior do que a que se dá.

4. O Mar de Chamas


No Museu Nacional de História Natural em Paris, há uma pedra preciosa conhecida como O Mar de Chamas. Dizem que essa pedra já causo muitos desastres para quem a possui, causando danos à pessoas a quem o portador ama. É uma lenda que é contada no museu e acaba permeando o livro todo. Gerando até respostas para determinados acontecimentos que não posso revelar sem soltar spoiler. Mas não se sabe da veracidade dessa história. 

5. A cegueira


A catarata tira a visão da Marie-Laure logo na infância e vemos o pai dela dando toda uma educação especial para que a garota se adapte a essa deficiência. No período do conflito fica bem tenso os momentos difíceis em que a personagem passa, somos colocados no lugar dela e sentimos sua tensão.

6. História bem desenvolvida


Por fim, o livro é bem amarrado e narra quase que a vida toda das personagens, inclusive até a velhice. Para exemplificar de forma mais clara: Quem leu Harry Potter completo, ao finalizar o último livro, sentiu que a história poderia ter continuado sob o ponto de vista de um Potter mais maduro, educando os filhos e por que não um livro sobre os filhos do bruxo? É isso o que acontece ao finalizar Toda Luz Que Não Podemos Ver, ficamos com um sentimento de dever cumprido, mas tão presos aos personagens que fica uma saudade dos mesmos, nos fazendo querer mergulhar mais na vida deles.



SORTEIO:

Em parceria com a Editora Intrínseca, sortearemos um exemplar dessa magnífica obra. Se você, leitor, ficou encantado com a premissa desse livro, não perca a oportunidade, participe!

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E você, pretende ou já leu este livro? Que tal nos contar nos comentários o que achou do post e elencar também seus pontos? Eu iria adorar saber.

Até logo!


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Resenha #115: A Fofa do Terceiro Andar - Cléo Busatto

Lido em: Outubro de 2015
Título: A fofa do terceiro andar
Autor: Cléo Busatto
Editora: Galera Júnior
Gênero: Infanto-juvenil
Ano: 2015
Páginas: 144

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Resenha:

Ana sempre foi uma menina com o peso acima da média. Na sua infância, em uma cidade do interior, nunca havia tido nenhum tipo de problema com relação a isso. Todos eram seus colegas, independente da forma que seu corpo aparentava ter. 

Ao se mudar para a capital com sua família, sentiu na pele toda a mudança de ares. Novas pessoas, novas situações. Seu peso começou a ser um problema, já que as crianças maldosas de sua escola começaram a apelidá-la de coisas horrorosas, que faria qualquer um em situação semelhante ficar, no mínimo, deprimido. O bullying fica cada vez mais intenso, e adjetivos pejorativos por causa do seu peso se tornam corriqueiros. Ana, não aguentando mais essa situação e precisando desabafar, resolve comprar um caderno e nele escrever tudo que sente. 

É nas páginas desse 'diário' que acompanhamos a vida da nossa protagonista. Descobrimos que Ana é uma menina que não consegue se encaixar em nenhum dos grupos da escola, sendo então muito solitária. Gosta bastante de ler, por isso passa muito tempo em seu quarto, no terceiro andar de um edifício. É daí que vem o apelido "a fofa do terceiro andar".


Durante o decorrer da narrativa conhecemos o Francisco, um garoto puro de mente e alma, igual a como eram seus colegas. Ana e Francisco começam então a alimentar uma bela amizade, que aos poucos cresce para algo mais. Durante a narrativa observamos diversos diálogos inteligentes entre os dois e notamos a evolução de Ana.

Nos primeiros capítulos, a mesma se demonstra durante grande parte do tempo muito insegura, sempre triste com os acontecimentos que permeiam sua vida. Entretanto, após o surgimento de Francisco, sua autoestima se eleva consideravelmente, fazendo com que ela consiga até mesmo emagrecer e perder alguns dos tão indesejados quilos a mais.


O livro como um todo é bastante simples. Sendo narrado em primeira pessoa, apresenta não apenas uma aprofundação crítica sobre o bullying, mas também sobre vários outros temas que permeiam a adolescência. A escrita leve da Cléo Busatto consegue levar o leitor ao delírio e, antes mesmo de nos darmos conta, já estamos na última página do exemplar.

Concluo então falando que "A fofa do terceiro andar" é o tipo de livro que deve ser lido por todos, independentemente de gênero ou idade. Uma história de superação, autoajuda (why not?) e reflexão. Um livro que nos mostra o quão impactante uma história pode ser.

Até logo,
Sérgio H.

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Resenha #114: O Vitral Encantado - Diana Wynne Jones

Lido em: Outubro de 2015
Autora: Diana Wynne Jones
Título: O Vitral Encantado
Título Original: Enchanted Glass (2010)
Gênero: Fantasia / Ficção Inglesa
Editora: Galera Júnior
ISBN: 9788501092076
Ano: 2015
Páginas: 304
Tradutora: Raquel Zampil                                                            
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Resenha


O Vitral Encantado foi o último livro escrito pela autora britânica de fantasia Diana Wynne Jones, antes de morrer em 26 de março de 2011. O livro traz uma boa pitada de humor e fantasia para agradar qualquer leitor.


Com a morte do seu avô , Andrew, aos 30 anos, abandona as salas de universidade de Melton, onde leciona, para tomar conta da propriedade mágica em Mestone, a qual o herdou do avô Jocelyn. Lá, ele conhece a governanta da casa, a Sra.. Stock e o jardineiro Sr. Stock; ambos com personalidades distintas e por isso tendem a soltar faíscas quando não se dão muito bem e quem acaba levando o pato é o novo proprietário do campo. Andrew, apesar de ter convivido com um dos maiores magos (seu avô), se tornou uma pessoa cética e por isso ignorou muitos ensinamentos de sua juventude que poderiam lhe ajudar agora. Seu grande desejo então é escreve um livro de história, e com o dinheiro herdado, ele acha que conseguirá tranquilidade em um lugar afastado da cidade.

Mas não é bem o que acontece. Mal sabia Andrew que um órfão garotinho fugitivo de forças estranhas iria aparecer na propriedade a procura de ajuda. Aidan é seu nome e ele perdeu a avó que era grande amiga do Jocelyn. É dessa forma que Andrew se sensibiliza com o garoto e resolve acolhe-lo.



Como se não bastasse a chegada de um garoto, Andrew descobre que coisas estranhas estão acontecendo em torno da região. Um tal de Sr. Brown está querendo tomar conta de Melstone House e caberá à Andrew buscar em suas lembranças e nos papeis deixados pelo avó, uma forma de evitar que isso aconteça.

Foi muito o que eu falei até agora? Creio que sim, mas é justamente dessa forma que Diana Wynne Jones trabalha, explorando inúmeros pontos do seu mundo criado e com isso, consegue aprofundar bastante sua história, que apesar de ser para crianças, toma um ar de mais seriedade e não fica em uma história "boba" com uma lição no final. Mas traz uma maravilhosa mistura de magia com nostalgia.

Os personagens são muitos e bem peculiares mas cada um com sua função na trama. Tem humanos, doppelgangers, gigantes, fadas... A autora vai lançando os personagens e puxando outros a partir dos últimos justamente porque são da mesma família ou conhecidos. Ter isso foi bom, mas confesso que não gostei muito dos nomes que ela deu a alguns, pois o "Stock" era um sobrenome comum na região e isso acabou deixando difícil associar nome ao personagem (e como o livro é para criança, creio que confundirá mais ainda).


Além dos nomes repetidos, outra coisa que não agradou muito foi o final. Senti como se a autora tivesse parado de escrever naquele momento para tomar o chá das 17h e esqueceu de voltar. Fiquei até pensando se ela não tinha pretensão de escreve outros livros (já que foi o último publicado). Analisando bem, boa parte do que estava na trama, foi explicado, no entanto, o livro poderia ter mais alguns capítulos para um final bem amarrado e mais explicações para o próprio vitral do título (de onde veio? existem outros? Como foi parar ali?).


O Vitral Encantado é um livro para se ler no jardim em uma tarde ensolarada, para ser transportado aos campos de Melstone e os fãs de fantasia (e da J. K. Rowling) vão amar conhecer a Melstone House.

Até logo!


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Resenha #113: O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover


Lido em: Outubro de 2015
Autor: Colleen Hoover
Título: O Lado Feio do Amor
Título Original: Ugly Love (2014)
Gênero: Romance
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105738
Ano: 2015
Páginas: 336
Tradutora: Priscila Catao
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Avaliação:




Resenha




A história começa quando Tate Collins se muda para o apartamento do seu irmão em São Francisco. Depois de uma longa viagem tudo que ela quer é um bom banho e sono, mas seus desejos são atrapalhados quando ela encontra um bêbado na porta do apartamento do seu irmão, Corbin. Sem saber o que fazer Tate liga para seu irmão pedindo ajuda, porém não adianta muito. Logo apos uma "luta" com o homem, sã e salva dentro do apartamento, ela descobre que o bêbado é o melhor amigo do seu irmão, Miles Archer.

Já consciente Miles se mostra muito misterioso, reservado, e não quer um relacionamento - o que é um problema para Tate, que já se mostra bem interessada no piloto. Miles faz de tudo para se manter distante da irmã do seu amigo pois prometeu a si mesmo que nunca mais iria se apaixonar. Com capítulos intercalados com Tate, o ponto de vista de Miles vai sendo apresentado no passado, 6 anos antes, mostrando o porque de Miles ser o que é atualmente.

Durante um jantar de Ação de Graças na casa da família de Corbin e Tate, os planos de não se envolver com Tate vão por água abaixo, quando ele se corta ajudando Corbin com algo e a unica pessoa que pode ajuda-lo é Tate, já que esta é enfermeira. Perdendo o controle Miles finalmente beija Tate porém ele impõe duas regras para a morena, caso eles queiram continuar algo além do beijo. A primeira é nunca perguntar do passado dele e a segunda  nunca esperar um futuro com ele. Tate aceita mesmo sabendo que não vai cumprir nenhuma das regras porque tudo que ela quer é o passado, presente e futuro de Miles.


Por diversas vezes fiquei com pena e raiva de Tate, porque ela nunca conseguia dizer não para Miles, por mais que ela, no momento que aceitou a proposta de Miles, não quisesse um relacionamento foi inevitável ela não querer algo com ele e com isso Tate se mostrou muito dependente dele e sinceramente eu não suporto personagem feminina dependente de homem. Do meio para o final do livro ela vê essa dependência: um relacionamento nada saudável, além do sexo, e toma uma atitude.

A principio eu não entendi o porque daquele distanciamento do Miles, mas conforme os capítulos narrados por ele foram sendo apresentados, eu descobri que o passado dele é mais doloroso que ele aparenta. Como qualquer adolescente Miles se apaixonou por uma garota chamada Rachel porém ambos vem um relacionamento que mal começou sendo destruído quando o pai de Miles e a mãe da Rachel se casam. Não sendo irmãos de sangue e não tendo nenhum sentimento fraterno, o casal decide continuar o relacionamento. Durante o ponto de vista de Miles vemos o quanto ele se entrega ao amor no passado, o quanto ele ama, porém aquele Miles de 17 anos só amava o lado bonito do amor e quando o lado feio do amor é mostrado, ele se afasta só para não sentir nada novamente.

Os personagens secundários são maravilhosos, Corbin é o tipico irmão mais velho querendo coloca a irmãzinha em um pote e proteger contra o mundo. Sam, mais conhecido como Cap, é o "porteiro" do prédio onde mora os protagonistas, por diversas vezes Tate pede conselhos sobre Miles para Cap, depois de um tempo descobrimos que Cap conhece Miles desde de criança e torce para que Tate consiga quebrar o muro que Miles construiu.

Ri muito com alguns momentos como por exemplo, quando Corbin acha que Miles era gay por nunca ter o visto com alguma mulher mas também algumas lagrimas saíram quando Miles afastava mais e mais Tate, e chorei mesmo quando descobri o porque de Miles ser assim, como a tragedia é horrível, o desespero, a magoa.

A principio pode parecer mais um clichê porém Miles e Tate mudam esse conceito. A historia é mais que sexo, é superar o passado para que possa se entregar ao futuro por mais que esse seja desconhecido, lutar por algo que quer, que deseja, não desistir. Basicamente o livro é sobre superação pós-tragedia e como isso afeta cada pessoa seja diretamente ou indiretamente.

No epílogo vemos como os protagonistas estão atualmente e amei como Collen mostrou em forma de poema, oscilando entre os altos e baixos de um sentimentos. Quem me conhece sabe que leio muito rápido e não foi diferente com esse livro, a história é tão envolvente que li em uma noite, super recomendo se você gosta de um romance.



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Resenha #112: Despedaçada - Teri Terry


Lido em: Outubro de 2015
Autor: Teri Terry
Título Original: Shattered (2013)
Editora: Farol Literário
ISBN: 9788582770559
Ano: 2014
Páginas: 400
Tradutor: Flávia Cortês



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Resenha

AVISO: Pode conter spoiler dos livros anteriores

Despedaçada é o terceiro volume da trilogia distópica Slated composta por Reiniciados e Fragmentada. A trilogia começou a ser publicada aqui no Brasil pela editora Farol Literário em meados de 2013. Na Bienal do ano passado, os brasileiro receberam o último volume podendo conferir o fechamento da história da Kyle. E eu saliento que a autora conseguiu nos passar algo bem plausível.


Nesse futurista mundo, os adolescente infratores têm o cérebro reiniciado através de um procedimento cirúrgico, onde logo em seguida são adotados e voltam a sociedade. Kyle foi uma das reiniciadas, mas algo deu errado nesse processo e o que aparentava ser um erro médico acabou tomando proporções inesperada, até ela descobrir os motivos de ter sido reiniciada.

Depois de dada como morta no livro anterior, em Despedaçada a garota vai buscar o seu passado e suas origens numa cidadezinha. Mas antes de ir ao encontro de sua mãe, com a ajuda do TAI (Tecnologia de Aperfeiçoamento) Kyle muda a cor do cabelo e para despistar ainda mais o TAG e os Lordeiros, ela passa a se chamar Riley Kain.


Cidade nova, nome novo, vida nova. Morando agora em um abrigo juvenil e sob a tutela da mãe verdadeira, Riley não deixa o lado curioso e mesmo crendo que sua vida vai melhorar, ela acaba investigando e encontrando as chaves para desvendar todos os mistérios que permeiam a trilogia.
Depois de tudo o que o TAG fizeram comigo. Roubando minha infância, minha vida, matando meu pai, me programando para ser uma assassina. Sinto uma pontada de fúria.
A principio, a autora apresenta personagens novos a trama e inclusive criar novas perguntas a partir deles, levando a crer que não dará para fechar tudo no último livro. A narrativa em primeira pessoa continua de fácil leitura e consequentemente rápida.

Tirei uma estrela pois o primeiro livro me fez crer que a autora iria trazer algo bem maior do que me deu. A narrativa em primeira pessoa isolou muito o mundo criado - tudo bem que é sob o ponto de vista de uma garota e ela é uma peça importante -, mas tudo girava em torno da Riley mesmo quando ela estava "lutando" por uma liberdade coletiva. Parecia que era mais para seu bel prazer. A autora deu uma atenção redobada à esta personagem quando poderia ter posto um ponto de vista diferente, até mesmo dentro da oposição.
Ninguém nunca diz nada. Não é esse o maior problema de todos? Se todos nos uníssemos e disséssemos Já Chega!, isso não acabaria?

Os momentos finais foram até convincentes e adequados, poderia ter sido algo maior como eu disse, mas a autora fez algo bem isolado para libertar uma nação, quando A NAÇÃO toda poderia ter lutado contra o sistema.

A trilogia não foca muito no romance, isso é não é muito explorado, o pouco que temos é bem suave, mas acabou decepcionando porque Teri Terry traz isso desde o primeiro livro e no fim acontece algo que nem vou explorar aqui para não estragar as surpresas.

Apesar dos pesares, volto a dizer que é uma boa trilogia e que recomendo. Reiniciados ainda consegue nos fazer pensar sobre essa questão (que não vi ainda trabalhada em outros livros) de mexer nos cérebros alheios e a que ponto catastrófico poderíamos chegar caso essa ferramenta governamental caísse nas mãos de pessoas erradas. Poder demais é perigoso!

Confira as resenhas dos livros anteriores:


 


Até logo!