Lido em: Maio de 2015
Título: Elena, A Filha da Princesa
Autora: Marina Carvalho
Editora: Galera Record
Gênero: Ficção
Ano: 2015
Páginas: 322


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Avaliação:    





Resenha:

Primeiro gostaria de dizer o quão incrível foi ver e acompanhar esse novo lado da Ana, como mãe, me apeguei tanto a ela, que foi difícil aceitá-la nesse papel (será que fiz sentido?).

Em Elena, a filha da princesa conhecemos Elena, a filha da Ana óbvio né?!, e o prólogo começa justamente mostrando o seu nascimento, ou melhor, a bolsa de Ana estourando e um Alex enlouquecido achando que está faltando algo na bolsa de maternidade, só faltando levar o quarto da criança para a hospital (exagero meu rs). 

“Saiu feito um doido casa afora, procurando as chaves – que não encontrava nem por decreto –, enfiando itens na mala da bebê, o que me irritou profundamente, porque eu já
havia deixado tudo organizado.” P. 15

Ana como a calmaria em pessoa que é, a não ser claro, quando pisam no calo dela, é quem mantém a ordem – nessa vez e em todas as outras – da família. Logo após essa episódio, já partimos para conhecer uma jovem Elena, no auge dos seus 19 anos, que estuda Línguas e parte para a Nigéria com o grupo dos Universitários sem Fronteiras para ensinar inglês e apresentar às crianças de lá o mundo da leitura. Pouco tempo depois, devido a um “imprevisto” relacionado a Ana, Elena retorna para a Krósvia para ficar com sua mãe, e ai sim a história toda começa. Os personagens que conhecemos e amamos (o Rei sz , Irina, Kare sz , Tia Marieva, os primos...), todo mundo aparece e a família fica – quase – completa. E falando nos primos, um deles tira o sono de muita gente, seja pelo lado bom ou ruim. Rebelde que só ele, querendo afrontar o Rei, Luka causa todo tipo de confusão imaginável (e inimaginável) durante sua adolescência e juventude, fazendo raiva a muita gente.

“O nome da boate não tem relação alguma com o que as pessoas devem estar pensando. É só um título, mais nada. O problema é que, graças ao meu histórico, muitos acham que se trata de uma alusão – uma apologia até – à minha debandada do berço familiar.” P. 65

Ele só retorna ao berço familiar para o casamento da sua irmã mais velha, Luce, e se manterá nele por uma pessoa especial que vocês já devem imaginar quem seja. Entre muita confusão, afinal de contas o reinado do Rei Andrej pode estar com seus dias contados devido a uma revolução que está tendo no país contra a monarquia e no meio disso tudo, o alvo principal dos manifestantes é a Princesa Elena, ela acaba se metendo em poucas e boas. Graças aos céus ela tem um cavaleiro, sem cavalo nem armadura, sempre pronto para defendê-la e com um ótimo timing. Como o próprio diz: Elena está sempre no lugar errado, na hora errada. E por conta disso, ele acaba levando-a para a Colline Viola – a vinícola de sua família –, a fim de protege-la contra todos os atentados. A partir daí, só lendo para saber o que vai acontecer. Só posso dizer que não é pouca coisa, pelo contrário. 


Nesse livro, os capítulos são intercalados, um é narrado pela Elena outro pelo Luka, coisa que muito me agradou, principalmente porque não repete a mesma cena na visão de cada um, mas sim, dá sequência a história, mostrando diferentes momentos hora pelo ponto de vista de um, hora pelo do outro. Só senti falta da Olivia, não teve nenhuma cena dela com a neta, senti falta disso. E uma coisa que me incomodou foi o fato de por muitas vezes na narração de Elena, aparecerem os nomes de Ana e Alex quando se referindo a eles, ao invés de mamãe e papai, achei “frio” esse jeito. Sobre a capa, preciso comentar? Amei! Simplesmente. A diagramação também está incrível, o detalhe no nome do narrador de cada capítulo e o símbolo referente a cada um, tudo lindo. 

A Record está de parabéns, primeiro por ter investido nesse talento da nossa literatura e segundo por ter publicado uma belíssima edição de um livro tão esperado. Só me resta dizer: LEIAM! E se apaixonem mais ainda por esses personagens tão perfeitos, até nas suas imperfeições

Por último, mas não menos importante, um conselho da Mamãe Princesa Ana:

“– É perfeitamente aceitável o que você está sentindo. Um amor deixa marcas. [...] – Mas, se essas marcas custam a se curar, é aconselhável investigar a profundidade delas.” P. 141

Até mais,
Thamyris Medeiros