Olá, pessoal!

Recentemente fui ao cinema assistir o filme em questão e devo admitir que me surpreendi, tanto com seu enredo bem estruturado quanto com a qualidade gráfica altamente realista que ele apresenta. O longa, que é uma continuação de Planeta dos Macacos - A Origem, é daqueles que não necessariamente te obriga a saber dos fatos que ocorreram no filme anterior, já que os acontecimentos mais relevantes são expostos logo no início da sessão.


Em O Planeta dos Macacos - O Confronto, encontramos um mundo "pós-apocalíptico" destruído por um vírus que surgiu nos primatas que serviam de cobaias em experimentos científicos norte-americanos. Esse vírus é o causador da Gripe Símil, que dizimou grande parte da população humana da Terra. Os macacos geneticamente modificados, seres que sobreviveram a tudo isso ilesos, conseguiram se unir e formar uma civilização bem estruturada - e, se olharmos com um olhar mais crítico, até meio que socialista - onde cada um trabalha para o engrandecimento coletivo. A comunidade primata começa então a apresentar algumas dúvidas quanto a sobrevivência dos humanos - dúvidas essas que são logo sanadas: ainda existem pessoas vivas!

Malcolm, protagonista humano do filme, faz parte de um extenso porém nem tanto grupo de sobreviventes ao vírus, mas que agora lutam mais uma vez para sobreviver. Vale salientar que, como não há mais um contingente responsável por exercer as funções trabalhistas, todas as fontes não-renováveis de energia acabaram ficando escassas, dificultando ainda mais a vida dos resistentes. Com o intuito de obter uma fonte constante de eletricidade, um pequeno grupo decide então ir até à "pequena hidrelétrica" para tentar religá-la. É nesse momento que Malcolm e os outros viajantes acabam esbarrando com os macacos. A partir daí, diversos fatos estimulantes acontecem, deixando o espectador com o coração na mão e os olhos na tela!


O enredo aborda temas bastante interessantes como confiança, amizade e traição - além, é claro, das diversidades e limites entre seres. A presença de conflitos também marca muito o filme; tanto conflitos sociais quanto pessoais. Sou daqueles que se importa mais com "qual será o destino final" do antagonista do que com o do protagonista, e nesse quesito a direção foi excelente: deixou para os últimos momentos da sessão a decisão dos fatos. Devo destacar também que o desfecho fica em aberto, deixando brecha para o próximo filme (que eu aguardo ansiosamente!).

Como já dito acima, toda a arte gráfica do filme é muito bem trabalhada, sendo bem realista. Em certos momentos me perguntei se eles de fato usaram macacos nas filmagens, o que, definitivamente, não fizeram. A equipe de sonoplastia também não decepcionou com os efeitos sonoros e playlist do filme. Através do áudio captamos a criação de climas tensos ou momentos de plenitude, que exploram ao máximo nossa audição e emoções.

Certamente esse será um filme indicado ao Oscar, mas com ou sem a indicação é totalmente válido afirmar que Planeta dos Macacos - O Confronto é o melhor blockbuster do verão americano. Um filme que utiliza a tecnologia gráfica não para se promover, mas para contar uma história com riqueza ímpar de detalhes. 


Assista ao trailer: