Lido em: Maio de 2014
Título Original: Wool
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574739
Gênero: Distopia
Ano: 2014
Páginas: 512



Avaliação:




Resenha

Olá, humanos. Esta semana trago para vocês o livro Silo, de Hugh Howey. Publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, o livro é uma febre nos Estados Unidos. Originalmente lançado de forma independente, Silo chamou a atenção de editoras norte-americanas após começar a ter venda de mais de 10.000 (isso mesmo, dez mil!) livros em formato e-book ao mês. E há inúmeros motivos para este feito.


Feche os olhos e imagine um mundo onde todo o ar presente na atmosfera é altamente mortal e que todos aqueles que continuam vivos moram em um silo no subsolo do que restou do nosso planeta. Imagine agora que neste local do subsolo falar sobre o lado de fora pode gerar sua expulsão (que é denominada "limpeza"), onde ter pensamentos positivos pode ser o motivo da sua morte. Este é o mundo de Silo



Construído com 144 andares, a construção possuí todo o necessário para manter a população estável. Para não haver desequilíbrios, cada nascimento deve ser precedido por uma morte, e somente aqueles que ganham na "loteria" é que podem procriar.  




Logo no começo da leitura conhecemos Holston, o atual xerife do silo. Sua mulher, Alisson, foi contagiada pelos ideais positivistas e acabou indo para a "limpeza" por isso. Após três anos intermináveis de solidão, Holston decide sair para ir atrás de sua mulher. Muitos pensamentos esperançosos passaram por sua cabeça durante esse tempo, e ele já acreditava que tudo o que vivem, tudo o que é e foi dito para os moradores do silo sobre o exterior não passa de mentiras. Engano dele.

A partir daí, a prefeita Jahns vai atrás de um substituto para o cargo do falecido xerife. Julliete, a mais recomendada para a função, mora em um dos últimos andares do silo (a contagem é feita de cima para baixo, é claro!). Nesta expedição, acompanhada pelo delegado Marnes, inúmeros conflitos de pequeno calibre são fundados com a TI, departamento que cuida da parte tecnológica do silo, bem como das roupas especiais daqueles que vão para à limpeza; roupas estas que dão um tempo a mais de vida para que o indivíduo possa limpar os sensores externos.


É neste momento que as coisas começam a ficar divertidas. Hugh Howey cria conflitos tão inebriantes e fatos tão surpreendentes durante o enredo que nós, leitores, ficamos embasbacados. Diversas mortes inesperadas são tramadas, o que me fez ficar de boca aberta. O autor consegue ser inovador em um ramo da literatura que praticamente todo o conteúdo já está batido; onde parece não haver mais nada sobre o que escrever.

Para mim, Silo não é apenas mais um livro que li neste ano. Ele é um dos livros que ficarão em minha memória (e os próximos da trilogia na lista de espera). Além de bem escrito e inovador, como já dito acima, é um daqueles livros que todos os términos de capítulo deixam você na curiosidade, sabe? Você fica tão entusiasmado que se torna quase doloroso interromper a leitura.

Bom, pessoal. Então fica dito: Silo é uma leitura que todos devem fazer. Devo confessar que passei a observar o mundo de outra forma. Particularmente, estou ansiosíssimo para o lançamento do segundo livro da trilogia.

Por hoje é só, pessoal!
Até amanhã!

Sérgio H.