Título: O Amor Segundo Buenos Aires
Autor: Fernando Scheller
Editora: Intrínseca
Edição: 1
ISBN: 9788580579178
Gênero: Romance brasileiro
Ano: 2016
Páginas: 288

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RESENHA


"Se você já amou demais
Brigou e perdoou
E conseguiu esquecer um grande amor
Mas ainda se lembra quando ouve aquela música
(E é uma lembrança doce)
Se de vez em quando se permite mais do que o necessário 
Se não resiste a um chocolate
(...)
Este livro é para você."

O Amor Segundo Buenos Aires é a estreia de Fernando Scheller na ficção. O autor, que também é jornalista já se aventurou na não-ficção com o livro Paquistão, Viagem à Terra dos Puros que fala sobre a cultura e o povo paquistanense.

Na nova empreitada, Fernando Scheller surpreende com a riqueza de detalhes em sua escrita e a segurança de narrar em várias vozes soando distintamente. Em cada capítulo temos um personagem sendo apresentado por outro. Ele usa poucos diálogos, mas esses são colocados de forma perfeita, ao invés de se alongar em falas desnecessárias.

Hugo, um brasileiro que deixou o país para viver em Buenos Aires com sua esposa Eleanor, vê seu casamento se definhando aos poucos. Como se não bastasse a dor de um coração partido, ele descobre que sofre de uma grave doença que pode leva-lo a morte. Mas Hugo não é de se mostrar fraco, mesmo debilitado ele quer aparentar saúde e força.

Em sua vivência em Buenos Aires, Hugo fez uma forte amizade com o arquiteto Eduardo e a comissária de bordo Carolina. O pai de Hugo, Pedro, ao saber da notícia larga tudo no Brasil e segue para a capital argentina para cuidar de seu bem mais precioso: o filho. Mas lá ele também encontra Charlotte, uma companheira despretensiosa que apenas deseja aproveitar da melhor forma possível os últimos dia de vida.
Os personagens vão sentir na pele a força de uma amizade sincera e verdadeira através das pessoas convertida em amor. Tudo isso sentindo o clima apaixonante da capital argentina: Buenos Aires e nos fazendo aproximar do ambiente acolhedor e apaixonante que ela nos propõem. No fim, quem se torna a personagem principal é a própria cidade e percebemos sua conspiração em torno das pessoas, seu cuidado e seu dedo no meio das situações para que tudo ocorra bem.

O livro não está só impecável no seu conteúdo, mas também em sua diagramação com fonte agradável e antecedendo os capítulos encontramos sempre um mapa onde se passa a narrativa a seguir. Quem conhece os livros nacionais da Editora Intrínseca deve imaginar o capricho. Entrementes, se não for o caso, O Amor Segundo Buenos Aires pode ser uma boa porta de entrada para a literatura nacional contemporânea que a editora vem publicando.