Lido em: Março de 2014
Título: Cidades de Papel
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 368
ISBN: 9788580573749

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Avaliação:    





Resenha:

"Estou indo embora, e o ato de ir embora é tão empolgante que sei que nunca mais vou voltar. Mas e depois? Você continua simplesmente indo embora dos lugares abandonando-os, vadiando uma jornada perpétua?" (Pág. 262)

Quentin Jacobsen, ou simplesmente Q., é um jovem de 18 anos que tem um forte sentimento por sua vizinha Margo desde sua infância, e isso não se resume a uma simples amizade. Ele sabe muito bem que não tem chance com a garota que atualmente vive em outro mundo. Podemos dizer que ele é o garoto Nerd que tem apenas dois amigos e possui uma vida parada, já ela é a garota descolada e popular que forma um par perfeito com um  carinha que se acha o maioral, mas que se revela um completo cafajeste.

Com o final do colegial, Q. junto com seus amigos Ben e Radar passam boa parte do tempo conversando sobre a formatura ou jogando videogame, além de irem para a escola. Mas a vida de Q. ganha uma reviravolta, quando, em certa madrugada, Margo quase o obriga a sair de casa com ela para cumprir 11 tarefas desconhecidas, e ele receoso aceita sem saber que no dia seguinte essa aventura mudaria a sua vida.

Margo desaparece inesperadamente, e deixa algumas pistas que só o Quentin pode decifrar. Loucamente, o garoto parte por uma busca incessante para encontrar a moça, esteja ela viva ou morta.

Cidades de Papel foi um os livros escolhidos para a Maratona e Carnaval e o único que consegui ler. O problema não foi o livro, e sim eu que estava em uma ressaca literária, infelizmente.

Comecei a leitura sem muitas expectativas, já que se travava e John Green. Também optei por não ler a sinopse dele, já para não criar expectativas, sendo assim, ou não, o livro acabou me surpreendendo positivamente.

Em Cidades de Papel a narrativa é em primeira pessoa sob a perspectiva do Quentin. O livro é dividido em 3 partes, digamos que inicio,  meio e fim, sempre em uma folha separada com caminhos representando um mapa. Os capítulos são pequenos. Já diagramação está ótima, exceto por uns dois errinhos de digitação encontrados no decorrer da leitura. O papel utilizado é amarelado que deixa a leitura muito mais agradável.

Quentin é um adolescente determinado e centrado, quando poem algo na cabeça, não tem nada que tire aquilo de lá, ele usa de vários elementos para poder juntar pista que o possa leva-lo ao paradeiro de Margo. Mas o jovem não age só, para isso, conta com a ajuda de dois melhores amigos Ben e Radar, que estão sempre disponíveis para o que der e vier. É um livro que também aborda a amizade.

Margo é uma personagem muito ausente no livro, mas isso não impede que a vejamos através das lembranças do Q. ou de amigos. Não sabemos realmente quem ela é, só o que os outros acham dela, e isso acaba a tornando uma personagem inconformada e superficial, que só se importa com ela mesma, afinal, quem já se viu sumir do mapa e não avisar a sua própria família e amigos? No entanto, quando já criamos varias teorias sobre o sumiço dela,  ódio por sua personalidade e sumiço, o João Verde surpreende ao passar o que essa personagem realmente é, e aí você percebe que estava julgando cegamente uma pessoa.

"É muito difícil para qualquer um mostrar a nós como somos de fato, e é muito difícil para nós mostrarmos aos outros o que sentimos." (Pág. 227)

John Green possui uma linguagem super gostosa de ser ler, quando você poem os olhos no papel, acaba focando e automaticamente fica absorto na história, ele escreve de uma foram que conseguimos imaginar o que os personagens estão passando, no entanto, eu senti que o livro poderia ter tido um número menor de paginas, mas tirando isso, é uma ótima leitura.

"Até então, eu não havia chorado por Margor, mas enfim, chorei,  golpeando o chão e gritando porque não havia ninguém para me ouvir: eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sentia saudades dela, eu sinto saudades dela." (Pág. 180)

Meus queridos leitores, se vocês tem esse livro em casa e ainda não leu, faça o favor de ir lê-lo. Tenho certeza que irão gostar. Mas, por favor, não vá com muita sede ao pote, pois de doenças e choros, Cidades de Papel está bem longe.